Neste caso e, por vezes, a queda é literal: duma janela no 7* andar para a calçada. Desde o início da guerra que, periodicamente, somos informados da morte de mais um oligarca russo em condições misteriosas. Em Setembro a Euronews fez uma lista e era maior que aquela que eu levo ao supermercado - eram então já 8 as vítimas ou das más coincidências ou do longo braço de Vladimir Putin. Ainda está por se apurar, embora eu não acredite em coincidências... até porque entretanto parece que morreram mais 2 pelo Natal.
A imprensa ocidental tem chorado a morte destes oligarcas que (dizem) eram críticos da invasão russa da Ucrânia. Sinceramente, não consigo verter uma lágrima por (literais) bandidos que durante 30 anos enriqueceram pornograficamente através do saque da riqueza criada pelo trabalho de gerações de soviéticos, bandidos que passaram os últimos 30 anos a comer da gamela que primeiro Ieltsin e depois Putin lhes serviu.
O problema do Ocidente não é que Putin seja um ditador que mata os seus oponentes. Diariamente o Estado de Israel mata na Palestina, Líbano ou Síria, não apenas "opositores" mas civis desarmados, jornalistas, crianças e, se for preciso, a Georgina Rodriguez tem mais cobertura jornalística. E nem vale a pena falar dos políticos: quando não fecham os olhos, fecham negócios com Israel.
O problema do Ocidente com Putin não são os "direitos humanos", a 'democracia", ou o "Estado de direito". O problema é que Putin é um gangster rival dos gangsters que governam os Estados Unidos e a UE. Um gangster que lhes faz frente e que os ameaça. Fosse ele fraco e bêbado como Ieltsin (que lhes rendeu o país) e até se riam, enquanto lhe davam pancadinhas nas costas e o felicitavam por encerrar o parlamento russo ou ganhar eleiçoes viciadas.
ps: a queda de alguns oligarcas não significa a queda da oligarquia
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