quarta-feira, 4 de janeiro de 2023
Acordos de Minsk: a farsa
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Os acordos de paz foram um logro
Em nova entrevista, desta vez ao Corriere della da Sera, Angela Merkel confessa novamente (para que não restem dúvidas?) que os acordos de Minsk foram um embuste:
"Os acordos de Minsk em 2014 representavam a tentativa de dar tempo à Ucrânia. A Ucrânia aproveitou este tempo para se tornar mais forte, como se vê hoje. O país de 2014/15 não é o mesmo de hoje. E duvido que a Nato pudesse ter feito muito para ajudar como o faz hoje".
É risível a conversa sobre "a Ucrânia aproveitou este tempo para se tornar mais forte'. No início de 2022 a Ucrânia continuava a ser um dos países mais pobres (e corruptos) da Europa. Quem "aproveitou o tempo" foi o Ocidente que fingiu patrocinar um acordo de paz para acabar com a guerra civil no Donbass, e depois passou estes anos todo a financiar, armar e treinar o exército ucraniano - de acordo com o Washington Post, foram pelo menos 10 mil militares por ano.
"Sabíamos que era um conflito congelado, que o problema não estava resolvido."
Ora se o problema "não estava resolvido" e os acordos de paz eram um logro para "dar tempo" à Ucrânia... de que outra modo poderia o problema então ser resolvido senão pela força das armas, das armas que tão afanosamente o Ocidente andou a providenciar à Ucrânia?
É de facto extraordinário como os lídere da UE e dos Estados Unidos conseguem repetir o mantra da "invasão injustificada" sem se rir...
A única nota positiva é que Merkel garante não estar disponível para assumir um papel nas futuras negociações de paz. Óptimo! Talvez assim, da próxima vez, o tratado de paz não seja a fingir.


