quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Bakhmut: o picador da carne pra canhão

Bakhmut tornou-se no epicentro da batalha pelo Donbass. Os combates duram desde Agosto, mas só mais recentemente começou a merecer a atenção dos média, que sinistramente começaram a falar no "picador de carne". 

Uma vez mais,  e como sempre nesta guerra, a comunicação social meteu na gaveta qualquer semelhança com o jornalismo e limita-se a debitar os talking points do Estado-maior ucraniano. Fazendo fé nos relatos dos média, os russos estão a sofrer pesadas baixas para tentar conquistar em sucessivas vagas de assaltos frontais, uma cidade que no Ocidente todos afirmam ser sem "importância estratégica".

Não temos como apurar as "pesadas baixas", mas talvez a presidente da Comissão Europeia esteja em melhor posição para poder avançar com um número

De qualquer modo, se os russos dispõem de superioridade no campo da artilharia (como até fontes ucranianas são obrigadas a reconhecer...) porque se lançariam as tropas russas em "ataques frontais" contra as trincheiras ucranianas, incorrendo em pesadas baixas? Os mesmos russos que se retiraram de Kherson para evitar a possibilidade de ficarem com um exército isolado nas margens direitas do Dniepre, pelos vistos sacrificam agora esse mesmo exército para tomar uma cidade sem "importância estratégica"... 

Estranho, confuso, bizarro?  Por esta altura já nos deveríamos  ter habituado à incompetência genética e à irracionalidade alcoolizada dos russos que bombardeiam as suas as centrais nucleares e os seus gasodutos -de acordo com a caricatura da imprensa.

Independentemente de morrerem mais russos ou mais ucranianos, o facto permanece: jovens (e menos jovens) continuam a morrer numa guerra que poderia ter sido evitada, não fosse a voragem dos poderes imperialistas que disputam o saque da Ucrânia! 

Quanto à ausência de "importância estratégica", vejamos por este prisma: Zelesnky primeiro foi (foi?) a Bakhmut entregar medalhas e a seguir viajou aos Estados Unidos para receber ordens e pedir mais dinheiro. E mais armas.

Deixamos-vos com o último episódio do New Atlas. Não temos forma de saber o grau de assertividade das análise proporcionadas por Brian Berletic, mas sempre são um ponto de vista alternativo ao consenso mediático da propaganda de guerra instituído.


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