"As forças ucranianas... certamente têm os seus próprios problemas. As suas baixas têm sido elevadas, muitas unidades não estão apropriadamente treinadas, algumas claramente sofrem de extrema fadiga e precisam de mais armas e munições".
Isto da Ucrânia precisar sempre de mais armas e mais munições nem é propriamente "novidade"!
Porém, a confissão do elevado número de baixas, associado ao fraco treino de muitas das tropas e da sua extrema fadiga, põe a nu a crescente dificuldade por parte de Kiev em compensar as perdas resultantes da guerra de atrição que combatem com a Rússia... até ao último ucraniano?
Para os imperialistas ocidentais, os ucranianos valem tanto como valeram os curdos, os afegãos, os palestinianos, os guatamaltecos, os somalis, os vietnamitas... enfim: não valem 2 tostões furados.
Mas como não estamos por dentro das informações classificadas dos Estados-maiores, não temos forma de saber, de ciência segura, quem soçobrará de exaustão humana e material primeiro: se a Rússia ou se a Ucrânia, ainda que apoiada por toda a NATO.
Uma coisa é certa: a Ucrânia, mesmo que vença a guerra, sairá destruída, despovoada (ou alguém julga que os milhões de refugiados algum dia voltarão?), com uma juventude morta ou mutilada, endividada (as armas terão de ser pagas...) e com os recursos naturais a saque pelos patronos ocidentais.
... E com toda a maldade e sede de glória e poder que queiram atribuir a Putin (líder "bonapartista" dum país capitalista, com ambições imperialistas), a pergunta fica: fez a liderança ucraniana tudo o que estava ao seu alcance para evitar esta guerra, uma guerra que o Ocidente sempre quis?
"Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, ser aliado é fatal". Henry war criminal Kissinger

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