Não estamos a falar da mobilização dos 300 mil reservistas para a guerra da Ucrânia, mas dos projectos de expansão e fortalecimento das forças armadas russas, a começar já em 2023.
Há dias o ministro da defesa Shoigu anunciou a intenção de acrescentar 5 novas divisões de artilharia, 8 regimentos de aviação de bombardeiros, 1 regimento de caças, 3 divisões de infantari motorizada, 2 divisões aeroransportadas e 6 brigadas de aviação de combate.
Pela nomenclatura dos novos corpos militares a serem criados, percebe-se que não serão soldados simplesmente armados com AKs47... no total serão acresentados mais meio milhão de homens, perfazendo as forças armadas russas um total de 1 milhão e meio, quase metade dos quais, voluntários sob contrato.
Os responsáveis do Kremlin esperam pagar este reforço militar com o encaixe financeiro obtido através da alta de preços do gás e petróleo, fruto da guerra e das sanções do Ocidente.
Mas mesmo que assim fosse, isso significaria que esse encaixe seria desviado do investimento económico e da melhoria das condiçôes de vida da população para o reforço militar. Na prática, suspeitamos que mais recursos terão de ser alocados e que um esforço suplementar será pedido aos trabalhadores russos para custear tão ambicioso plano.
Ora as sanções e a guerra económica, o cancelamento da cultura russa, todo a histérica russofobia manifestados pelo Ocidente, apenas tiveram o condão de (pelo menos temporariamente) agregar a maioria da população russa em torno dos seus dirigentes e é provável que, durante algum tempo, os sacrifícios sejam aceites.
Quanto à NATO, os Estados Unidos já anunciaram um aumento de 8% no orçamento militar (de longe o maior do mundo) para 2023. E, apesar da crise, os vassalos europeus também serão pressionados a expandir os gastos com a Defesa.
Esta renovada corrida aos armamentos é uma má notícia para todos os trabalhadores: tanto russos , como ocidentais.

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