Em nova entrevista, desta vez ao Corriere della da Sera, Angela Merkel confessa novamente (para que não restem dúvidas?) que os acordos de Minsk foram um embuste:
"Os acordos de Minsk em 2014 representavam a tentativa de dar tempo à Ucrânia. A Ucrânia aproveitou este tempo para se tornar mais forte, como se vê hoje. O país de 2014/15 não é o mesmo de hoje. E duvido que a Nato pudesse ter feito muito para ajudar como o faz hoje".
É risível a conversa sobre "a Ucrânia aproveitou este tempo para se tornar mais forte'. No início de 2022 a Ucrânia continuava a ser um dos países mais pobres (e corruptos) da Europa. Quem "aproveitou o tempo" foi o Ocidente que fingiu patrocinar um acordo de paz para acabar com a guerra civil no Donbass, e depois passou estes anos todo a financiar, armar e treinar o exército ucraniano - de acordo com o Washington Post, foram pelo menos 10 mil militares por ano.
"Sabíamos que era um conflito congelado, que o problema não estava resolvido."
Ora se o problema "não estava resolvido" e os acordos de paz eram um logro para "dar tempo" à Ucrânia... de que outra modo poderia o problema então ser resolvido senão pela força das armas, das armas que tão afanosamente o Ocidente andou a providenciar à Ucrânia?
É de facto extraordinário como os lídere da UE e dos Estados Unidos conseguem repetir o mantra da "invasão injustificada" sem se rir...
A única nota positiva é que Merkel garante não estar disponível para assumir um papel nas futuras negociações de paz. Óptimo! Talvez assim, da próxima vez, o tratado de paz não seja a fingir.

Com terroristas já se sabia que não era possível negociar. A invasão da Ucrânia (restauração da antiga mãe Rússia) há muito que estava planeada.
ResponderEliminarViolando o Memorando de Budapeste, claro está. E o referendo OFICIAL feito em 1991, em que todos os Oblasts quiseram a independência da URSS.
Mais areia para os olhos deste blog. E com PCP por trás.
Ainda bem que não te ofereceste para ir à guerra: contigo é só tiros ao lado
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