Depois de ter encerrado estações de televisão que lhe eram adversas, depois de ter banido 11 partidos, depois de ter prendido centenas de opositores, depois de limitar direitos sindicais, depois de ter proibido livros e músicas, chegou a vez do regime de Zelensky cercear e reprimir a liberdade religiosa no país. A desculpa é sempre a mesma:ligações à Rússia. E se não existirem? Inventam-se.
No princípio deste mês, em plena época do Advento, soube-se que Zelensky dera luz verde para que se avançasse com legislação que visará, na prática, o banimento da Igreja Ordoxa da Ucraniana, a proibição das suas práticas religiosas e o confisco dos seus bens. Para além de avançar com legislação, o regime de Zelensky avançou também com a SBU (polícia política) que realizou uma série de rusgas.
Pouco interessa que a Igreja Ortodoxa Ucraniana tenha condenado a invasão russa do país, ou que tenha uma prática e uma organização religiosa totalmente independente da Igreja Ortodoxa Russa, salvo pelos laços canónicos que se mantêm.
Não é que o regime de Zelensky se sinta ameaçado por hipotéticas conspirações de sacristia ou por aulas de catequese. O que o regime de Zelensky pretende é impôr pela força e pela censura a uniformização cultural dum país que, desde a sua independência em 1991, sempre foi multilinguístico, multicultural e multiétnico.
O regime de Zelensky não está apenas em guerra com a Rússia, está também em guerra contra uma parte da sua população.

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