quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

3ª Guerra Mundial a caminho?


Se na Primavera de 1914 tivessem perguntado aos governantes ou aos povos da Europa se estariam dispostos a entrar em guerra, sacrificando milhões dos seus jovens e a ruína dos seus países numa confrontação mundial por causa da obscura cidade de Sarajevo... seguramente teriam dito que não! E todavia... passados 3 meses, os exércitos marchavam alegremente para a maior matança mútua até aí testemunhada pela humanidade.

Tal como ontem, quem, há pouco mais de um ano atrás, estaria disposto a sacrificar a paz no continente ou o seu futuro económico pela obscura região do Donbass? Mas aqui nos encontramos: com as maiores taxas de inflação em décadas, subidas vertiginosas das taxas de juro, milhões de refugiados ucranianos em solo europeu e uma guerra que devasta um país, sacrifica uma geração e se arrisca eternizar ou, coisa pior: escalar para uma confrontação direta entre a Rússia e a NATO, que chegue a vias nucleares.

No dia em que se sabe que Zelensky vai receber  (mais!) tanques, tal como uma criança mimada, veio logo a terreiro pedir mais, muito mais. Zelensky quer agora caças F16

Temos sucessivamente visto o Ocidente cruzar várias linhas vermelhas que afirmara no passado não quer cruzar, como enviar artilharia, material de guerra pesado ou agora tanques de guerra. E é verdade que até aqui a guerra continua confinada ao formato convencional e no terreno ucraniano. Porém, um futuro envio de caças F16 poderá mudar irreversivelmente o carácter ainda limitado do atual conflito. 

Porquê? Porque as bases aéreas ucranianas foram destruídas no princípio da guerra e qualquer futura concentração de aviões de combate em território ucraniano seria imediatamente alvo de ataques de misseis russos. Note-se que uma coisa são alguns caças isolados que a Ucrânia ainda terá e utilizará furtivamente, mas outra bem diferente serão várias esquadrilhas de combate doadas pela NATO...

Fornecer F16 a Zelesnky implicará que bases na Polónia ou Roménia terão de ser utilizadas para que esses aviões possam daí descolar, aterrar e reabastecer. E nessa altura, que fará a Rússia? Permitirá que aeronaves que causarão morte e destruição entre as suas fileiras tenham "porto seguro"... ou disparará mísseis sobre essas bases, neutralizando a ameaça na sua origem? E se o fizer, ainda que há um ano (quase) ninguém no continente soubesse onde ficava o Donbass...as luzes irão apagar-se em toda a Europa...

Sem comentários:

Enviar um comentário