1) Quando começou esta guerra?
Esta guerra rebentou em 2014. Quem o confirmou foi
até recentemente o próprio Secretário-Geral da NATO.
Começou por um golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos da América que, durante anos, investiu biliões numa operação de “mudança de regime” e deu todo o apoio a um movimento suportado nas ruas pela extrema-direita nacionalista. Entre muitos outros indícios e exemplos, a ingerência norte-americana ficou demonstrada por escutas telefónicas tornadas públicas e nunca desmentidas ou pelo apoio ao vivo e a cores, em plena Praça Maidan, de várias e variadas personalidades: de John McCain a Ana Gomes...
O presidente democraticamente eleito teve de fugir do país, dezenas de
deputados eleitos nunca mais puderam retomar o seu lugar no parlamento. Os
partidos mais influentes na vida política ucraniana até então – o PC Ucraniano
e o Partido das Regiões – foram banidos, até hoje! Uma vez no poder, a primeira
medida do novo governo (não eleito) foi a proibição do russo como língua
oficial, não obstante ser a língua materna dum terço da população.
Recentemente, ambos os presidentes da Ucrânia (desde então), Poroshenko primeiro e Zelensky depois, vieram a público dizer que nunca foi sua intenção respeitar e implementar o acordo e que tudo não passou dum estratagema para “ganhar tempo” e permitir o fortalecimento militar da Ucrânia. Os mediadores ocidentais de Minsk 2, Merkel e Hollande disseram o mesmo: ganhar tempo, equipar militarmente a Ucrânia, preparar a guerra seguinte: a guerra que agora vivemos!
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