Foi tornada pública a peça de investigação do jornalista Seymor Hersh sobre o atentado terrorista aos gasodutos Nordtream, na qual aponta o dedo ao governo dos Estados Unidos como o autor do ataque.
SEYMOR HERSH não é um reporter qualquer: é um jornalista americano galardoado com um Prémio Pulitzer. Desde a guerra do Vietname nos anos 60 até à invasão do Iraque em 2003, Seymor Hersh tem denunciado as práticas mais obscuras do governo americano. O seu livro The Price of Power: Kissinger in the Nixon white House ganhou na época o Nationa Book Critics Circle Award.
A peça de investigação pode ser lida na íntegra na sua PÁGINA.
A confirmar-se a sabotagem dos gasodutos Nordtream às mãos dos Estados Unidos com a colaboração da Noruega (que concorria com a Rússia na produção e venda de gás à União Europeia) só pode isto ser considerado um ato de terrorismo sobre uma vital infraestrutura civil e uma declaração de guerra à Alemanha. Contudo, a Alemanha vai enviar tanques não para combater o país que a atacou e destruiu um elemento vital para a sua competitividade económica, mas para o país que lhe fornecia energia barata...
Naturalmente a Casa Branca nega toda a história. Curiosamente ainda antes da guerra rebentar, Joe Biden garantia que o Nordstream "WOULD BE NO LONGER". Já depois dos dos Nordstream terem sido rebentados, o Secretário de Estado Anthony Blinken sinalizou a "TREMENDA OPORTUNIDADE" que a sabotagem tinha proporcionado. Já a Subsecretária de Estado Victoria Nuland congratulou-se, ainda há poucas semanas, pelo facto do Nordstream ser "UM MONTE DE ENTULHO NO FUNDO DO MAR...
A propaganda de guerra tem repetidamente lançado o epíteto de "país promotor de terrorismo" sobre a Rússia. E não ignoramos a brutalidade desta guerra. Mas o que dizer, então, dos actos do governo americano? O que dizer das duas bombas nucleares lançadas sobre o Japão? Do financiamento e armamento dos mujahidins que dariam lugar à Al Qaeda? Do financiamento e armamento dos "rebeldes sírios" que dariam lugar ao Daesh? Do apoio de décadas à ocupação ilegítima da Palestina e aos crimes de guerra cometidos por Israel? Que dizer do golpe de estado do Pinochet? Do assassinato de Patrice Lumumba? Da mentira sobre as "armas de destruição maciça" e da subsequente invasão do Iraque? Dos bombardeamentos da Sérvia, da Síria ou da Líbia... ou da guerra do Vietname? A lista dos actos de terrorismo patrocinados pelos Estados Unidos é (quase) interminável.
Muita papinha ainda tem o Putin que comer! A verdade nua e crua é que o governo americano é o maior promotor de terrorismo à escala mundial. E os países europeus não passam dos seus patéticos vassalos...

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