quarta-feira, 1 de março de 2023

A condenação da Invasão Russa, o "Direito Interncional" e a "inviolabilidade" das fronteiras...

 Condenamos a invasão?

Absolutamente! Porém não nos limitamos a condenar a invasão russa, condenamos também a ingerência e destabilização da Ucrânia pelo governo americano (e os seus aliados europeus) que conscientemente desejaram, prepararam e provocaram a confrontação com a Rússia.

A guerra na Ucrânia não é apenas uma guerra entre ucranianos e russos: é sobretudo uma guerra por procuração em que os ucranianos são a carne para canhão usada pelo Ocidente/NATO na disputa com a Rússia pelo controlo dos recursos, mercados e despojos da própria Ucrânia; pela afirmação mundial!

Sem o apoio da NATO e do Ocidente, o exército ucraniano colapsaria em dias. É o Ocidente que treina, fornece, municia, arma, providencia dados de inteligência, dirige e até paga os salários aos soldados ucranianos. Há, atualmente na Ucrânia, um combate entre o exército russo e um exército da NATO que fala ucraniano

Temos de defender o Direito Internacional?

Não! O chamado “Direito Internacional” é uma burla: um estratagema que os poderes imperialistas usam para iludir as opiniões públicas e justificarem todas a violações que cometem ao “Direito Internacional” ao mesmo tempo que invocam a sua defesa! Aliás! A ONU nunca foi capaz de solucionar nenhum conflito militar e, inclusivamente, chegou a participar numas quantas guerras.

As fronteiras são invioláveis?

Só quando calha e dá jeito. Como exemplos recentes temos que as fronteiras da Sérvia não foram “invioláveis”: a NATO bombardeou o país durante meses, ocupou a região do Kosovo e em seguida promoveu a sua declaração de independência. Israel ocupa a Palestina e os montes Golã da Síria. Marrocos anexou o Sahara Ocidental. Os checos separaram-se dos eslovacos, o Sudão do Sul abandonou o resto do Sudão e a Eritreia tornou-se independente da Etiópia. As antigas URSS e Jugoslávia foram desmembradas em duas dúzias de novas nações.

As fronteiras não são imutáveis, são construções da luta de classes e das correlações de força no devir histórico. Odessa nunca fora ucraniana até 1919, Lviv nunca fizera parte da Ucrânia (da Rússia, ou da URSS) até 1939 e a Crimeia nunca fora ucraniana até 1954. Não deixa de ser irónico como tanta gente profundamente anticomunista está disposta a lutar até à morte (ou, pelo menos, até à morte dos ucranianos) pelas fronteiras estabelecidas por Lenin, Estaline Kruschev…

A missão dos comunistas não é a de defender as fronteiras do Estado-nação da burguesia, mas de abolir as fronteiras que, a par da propriedade privada, constituem os grandes óbices ao desenvolvimento harmonioso das forças produtivas.


Sem comentários:

Enviar um comentário