O norte-americano The Hill já analisou os ingredientes deste bolo e a receita é um amargo de boca para o povo ucraniano.
Destes 45 biliões, serão logo retirados à cabeça 11,9 biliões para pagar as armas e munições que têm sido enviadas desde o início da invasão russa. Ou seja: o governo americano envia material antigo e, passando a fatura à Ucrânia, paga ao complexo militar industrial para produzir brand new and shining.
Outros 6,8 milhões servirão para financiar a presença americana na Europa, cujas tropas protegem (pausa para rir) a Ucrânia a partir da Polónia, Alemanha ou Roménia.
O auxílio aos refugiados ucranianos que se estabeleçam nos Estados Unidos também está contemplado: serão 2,4 biliões. Generoso? Sem dúvida: a conta depois segue para kiev!
9 biliões terão como destino o treino, o equipamento e o fornecimento de "serviços de inteligência" à Ucrânia. Quem irá treinar, equipar e recolher informações para o exército ucranianos? Pois!
13,37 biliões serão remetidos sob a forma de "auxílio económico" ao governo ucraniano, que doutra forma nem dinheiro teria para pagar salários, pensões ou quaisquer serviços mínimos prestados pelo Estado. Nesta fatia espreitam excelentes oportunidades de negócios não apenas para empresas americanas que operem na Ucrânia, mas também para os políticos de um dos países mais corruptos da Europa.
As oportunidade de negócio não acabam aqui: há 126 milhões para "responder à ameaça nuclear". E também 2,47 biliões (cerca de 5% do total) para a ajuda humanitária.
Tudo isto terá um dia de ser pago pelos ucranianos... se ainda houver Ucrânia! O que coloca a questão: e se a Ucrânia sair tão destruída deste conflito e não conseguir pagar todo este generoso Lend-Lease? Fácil: avança-se com um perdão de dívida a troco da privatização e venda dos bens, recursos e mercados do país, a bem das grandes corporações, e cobra-se a fatura ao contribuinte americano.

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