De acordo com as Nações Unidas haverá mais de 7 milhões e 700 mil ucranianos refugiados. Destes, mais 2 milhões e 800 mil escolheram a Rússia como local de refúgio!
Cerca de 37% dos refugiados... fugiram para a Rússia. Naturalmente, os média ocidentais ergueram um muro de silêncio sobre este gritante facto. Porquê?
Porque desconstrói duas importantes narrativas da propaganda do imperialismo ocidental:
1) a narrativa do genocídio do povo ucraniano às mãos das tropas russas. Não duvidamos que o exército russo cometa crimes de guerra como infelizmente qualquer exército, incluindo o ucraniano. Mas é evidente que não há uma política sistemática de extermínio dos ucranianos. Se assim fosse como é que quase 3 milhões se tinham ido refugiar na Rússia?
2) a narrativa dum"único" povo ucraniano, isto é, a narrativa de apresentar o país Ucrânia sem levar em conta a sua profunda diversidade linguística, cultural e histórica. Sempre foi estatisticamente evidente que existe uma importante minoria russófona, população que foi tornada num alvo a abater pelos nacionalistas extremistas que chegaram ao poder em 2014, através dum golpe de estado apoiado pelos Estados Unidos. Essa população (cerca de um terço) procura agora refúgio na Rússia. Simples.
Mas se os média introduzissem estes elementos no discurso... como poderiam apresentar a guerra como a luta do "bem" contra o "mal", dos "puros" contra os "orcs"? Deixariam de fazer propaganda, para passar a exercer jornalismo. Mas não é para isso que são pagos.
Naturalmente, se criticamos o nacionalismo ucraniano, não podemos ser complacentes com o nacionalismo russo. O nacionalismo é um veneno que a classe dominante utiliza para dividir os trabalhadores e melhor os poder explorar. Seja a classe dominante da Ucrânia, da Rússia... ou até de Portugal.
Foto de Lyudmila Pavlichenko: franco-atiradora, comunista e heroína soviética de origem ucraniana. Estão-lhe acreditados mais de 300 nazis abatidos durante a 2* guerra mundial

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