segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

O Pai Natal foi mobilizado para a guerra

Depois de um deputado russo prometer o envio de mísseis a uma criança de kiev como prenda de Natal, chegou a vez de Zelensky anunciar que sabe de petizes que escreveram cartas ao Pai Natal pedindo sistemas de defesa anti-aérea, armamento diverso e a vitória do exército ucraniano.

A instrumentallização de crianças em conflitos militares não é de agora, mas o recrutamento do Pai Natal não deixa de ser uma novidade.

Ainda no outro dia o general Zaluzhnyi partilhou  com o mundo a sua carta a São 'biden" Nicolau : 300 tanques, 700 carros blindados e 500 howitzers (artilharia).

Basicamente, se lhe derem um terceiro exército (depois de lhe terem dado um segundo e um primeiro) ele garante que vence os russos.

E se não vencer? Ora, se não vencer  quem paga, quem se lixa e quem morre na trincheira é o mexilhão. 

"Ah e tal, mas foi o Putin quem invadiu, há um país invadido e há um país invasor"... pois há!

... E também há muita hipocrisia e muito lucro a ser contabilizado. Também há um país que em 2014 se tornou (finalmente!) num  Estado-cliente dos Estados Unidos após uma "revolução colorida".

Ora, se como diz o secretário-geral da  NATO, uma vitória da Rússia é uma derrota da NATO, why the hell tenho eu de ser uma cheerleader da maior organização terrorista mundial, cujos membros invadiram ou bombarderam nos últimos 25 anos o Sudão, a Somália, a Sérvia, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia ou a Síria? 

Felizmente que Zelensky é o adulto na sala, sem mommy issues. Dispensa os brinquedos e contenta-se com um envelope rechado.

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