Não foi o Kremlin quem o sugeriu, mas foi a americana Bloomberg quem o afirmou!
A fatura (fatura de 2022 alone...) das sanções à Rússia que a UE decidiu aplicar já chegou: 1 trilião de dólares.
Dado que artigo está detrás duma paywall, remetemos para o The Economist Times.
De modo a colmatar o aumento brutal dos preços de energia, a União Europeia tem subsidiado tanto empresas de energia como consumidores. Estas aspirinas terão a prazo 2 efeitos: aumento da inflação e do endividamento dos estados-membros. E não resolverá a crise energética da Europa!
A situação só não se tornou mais dramática porque, não obstante as grandiloquentes declarações, a União Europeia continua a comprar energia à Rússia após 9 (nove!) pacotes de sanções...
Talvez por isso, "alguém" terá decidido rebentar com os gasodutos Nord Stream: para evitar que, não obstante 9 pacotes de sanções, se pudesse ainda comprar gás aos russos. Quem foi esse "alguém"? Até hoje não se sabe [pausa para rir], mas é do conhecimento geral que outro alguém passou a vender muito mais gás à Europa. E muito mais caro! Cui bono? Isso agora não interessa nada.
Também alguém decidiu (à boleia do combate à inflação) aprovar medidas protecionistas que ameaçam a indústria europeia - aquela concorrência que passou a comprar energia por um valor muito mais caro...
Mas tudo isto ainda é só o princípio. O primeiro-ministro belga já nos pôs de sobreaviso para uma década de Invernos difíceis... Macron anunciou o fim "da era da abundância". E os abutres do FMI já alertaram que para o ano ainda vai ser pior!
Já agora, o trilião de dólares de custos reporta-se exclusivamente ao sector energético, nem sequer são incluídas nestas contas a fatura das sanções e boicotes aos fertilizantes, aos alimentos, às madeiras, aos minérios ou às balaclavas russas...
E tudo isto como resultado das sanções impostas em resposta à invasão russa da Ucrânia. Agora imaginem que tinham sido os Estados Unidos a declarar guerra à Europa...?

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