sábado, 31 de dezembro de 2022

Manifestação pela guerra


Eram pouco mais que meia-dúzia. Não querem a paz, exigem a NATO. 

Se quisessem a paz não exigiam a intervenção da organização militar "defensiva" que, já depois do fim da guerra fria, bombardeou durante 80 dias a Sérvia sem dó nem piedade, invadiu e ocupou o Afeganistão durante 20 anos ou reduziu a Líbia a escombros - até hoje!

Se quisessem a paz, não rogavam àqueles que podiam ter evitado esta guerra, mas quiseram-na e preparam-na, servindo-se agora do povo ucraniano como carne para canhão, enquanto lucram obscenamente com o conflito.

Se pedissem a paz não exigiam à NATO que "encerrasse o espaço aéreo" da Ucrânia ou que interviesse com militares no terreno, conduzindo a um enfrentamemto direto entre tropas americanas e russas - a antecâmara do holocausto nuclear.

A suserania sobre o Donbass ou a Crimeia não vale mais que a vida de todos nós que vivemos no planeta Terra. E nem sequer é certo que a maioria da população dessas regiões queira continuar na Ucrânia... Na verdade, é até duvidoso que valham sequer o preço que o povo ucraniano está e ainda terá de  pagar por esta guerra que o seu (des)governo não quis evitar. Pelo contrário: no fim desta guerra, qualquer que seja o seu desenlace, a Ucrânia estará nas mãos, não do seu povo, mas nos bolsos dos seus credores, financiadores, patronos e "aliados".

Desde pedir a intervenção directa da NATO, até mentir sobre o míssil que caiu na Polónia, passando por sugerir um ataque ao Irão, o regime de Zelensky tem sistematicamente procurado a escalada e o alastramento da guerra actual. E é o que querem estas duas dúzias de manifestantes.


PS: por muito trágica que seja (e é!) esta guerra, por muitas vítimas inocentes que provoque (e provoca!) não há um genocídio a acontecer  na Ucrânia. "Genocídio" foi o que os seguidores de Bandera (herói nacional da Ucrânia) perpetraram sobre os polacos.

Previsões para 2023?

 


Garland Nixon é um dos nossos "Bots Russos" preferidos:  possuidor de um apurado sentido de humor, duma ironia clarividente e duma eloquência chã e assertiva.

Nem sempre concordaremos com os seus pontos de vistas, mas vale a pena ir acompanhando as suas reflexões, sempre dum ponto de vista de esquerda.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

A Ucrânia regressa à era do vapor

 


Devido aos ataques russos à rede eléctrica por aqueles mísseis e drones que Zelensky diz abater, viram-se os ucranianos na contingência de recorrer a locomotivas a vapor.

Diz Alexander Mercouris que havia duas locomotivas a vapor em toda a Ucrânia e que foram resgatadas de museus. Não sabemos se é assim ao certo, mas manifestamente as consequências dos ataques russos à rede eléctrica fazem-se sentir, não obstante os ucranianos abaterem 99% dos mísseis e drones.

Esta é uma imagem da Ucrânia a regressar à era do vapor. Vamos deixar a guerra seguir o seu curso e permitir que retroceda à idade da pedra?

A queda dos Oligarcas

Neste caso e, por vezes, a queda é literal: duma janela no 7* andar para a calçada. Desde o início da guerra que, periodicamente, somos informados da morte de mais um oligarca russo em condições misteriosas. Em Setembro a Euronews fez uma lista e era maior que aquela que eu levo ao supermercado - eram então já 8 as vítimas ou das más coincidências ou do longo braço de Vladimir Putin. Ainda está por se apurar, embora eu não acredite em coincidências... até porque entretanto parece que morreram mais 2 pelo Natal.

A imprensa ocidental tem chorado a morte destes oligarcas que (dizem) eram críticos da invasão russa da Ucrânia. Sinceramente, não consigo verter uma lágrima por (literais) bandidos que durante 30 anos enriqueceram pornograficamente através do saque da riqueza criada pelo trabalho de gerações de soviéticos, bandidos que passaram os últimos 30 anos a comer da gamela que primeiro Ieltsin e depois Putin lhes serviu.

O problema do Ocidente não é que Putin seja um ditador que mata os seus oponentes. Diariamente o Estado de Israel mata na Palestina, Líbano ou Síria, não apenas "opositores" mas civis desarmados, jornalistas, crianças e, se for preciso, a Georgina Rodriguez tem mais cobertura jornalística. E nem vale a pena falar dos políticos: quando não fecham os olhos, fecham negócios com Israel.

O problema do Ocidente com Putin não são os "direitos humanos", a 'democracia", ou o "Estado de direito". O problema é que Putin é um gangster rival dos  gangsters que governam os Estados Unidos e a UE. Um gangster que lhes faz frente e que os ameaça. Fosse ele fraco e bêbado como Ieltsin (que lhes rendeu o país) e  até se riam, enquanto lhe davam pancadinhas nas costas e o felicitavam por encerrar o parlamento russo ou  ganhar eleiçoes viciadas.

psa queda de alguns oligarcas não significa a queda da oligarquia

Cabaret da Coxa

 


De acordo com a BBC NEWS Ucrânia a nova embaixadora do regime de Zelensky na Bulgária tem uma extensa experiência como.. psicoterapeuta e sexolóloga! Já no campo das relações internacionais, qualificam-na para o cargo "ser fluente em inglês" e ter obtido um 'diploma com louvor" em "Estudos Locais".

Uma biografia oficial ainda não foi publicada, mas em contas de redes sociais os jornalistas  descobriram que a sra. Olesya Ilashchuk também se apresenta ora como "especialista em processamento de pedras preciosas', ou então como "psicóloga clínica, terapeuta familiar sistémica, terapeuta gelstática (?) e sexo-consultora".

Para além das ondas de choque na própria Ucrânia, parece que na Bulgária esta nomeação também gerou sentimentos de despeito e menosprezo. Vá-se lá saber porquê, certo? Pelo menos é indesmentível que ainda agora tomou posse  mas, a antiga terapeuta do sexo, já começou a agitar o corpo diplomático...

As linhas defensivas no Donbass

Brian Berletic faz uma atualização dos combates no Donbass, com especial ênfase nas linhas defensivas que os russos estão a construir junto à linha de contacto, por todo o Donbass.

Estas linhas defensivas implicitamente atestam que, infelizmente e a menos que as povos se rebelem, esta guerra veio para durar... anos?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Matemática Ucraniana

Hoje houve um novo ataque de mísseis russo, o que é estranho! 

Porque, como é do conhecimento geral, a Rússia está a ficar sem mísseis desde o princípio da guerra. E como é do senso comum, a Ucrânia abate 99% dos mísseis e drones. Quando lá pela Primavera chegar o único sistema Patriot cedido pelos Estados Unidos, os ucranianos serão capazes de destruir 220% dos mísseis que os russos deixaram de ter desde Março de 2022.

Só não é cómico, porque é uma tragédia: a destruição dum país chamado Ucrânia, enquanto os mass média vão mentido descarada e impunemente para que a opinião pública não ceda no seu apoio à continuação da chacina. 

Hoje terão sido lançados mais de 120 mísseis, de acordo com um conselheiro de topo de Zelensky. Porém, mais tarde, veio o chefe militar ucraniano subtrair quase metade e explicar que afinal só tinham sido disparados 69 mísseis, dos quais 54 foram abatidos.  

Não obstante ocorrências por todo o país e apesar de se desconhecer os alvos destes ataques, o fantasma de Kiev, ou alguém por ele, conseguiu destruir TODOS os 16 mísseis russos dirigidos contra a capital da Ucrânia. Apesar de terem sido todos abatidos, os mísseis russos conseguiram causar (de acordo com o ministro da energia ucraniano) uma "situação difícil na região de Kiev", onde 40% da população ficou sem electricidade.

A contabilidade criativa do regime de Zelensky continua. A caixa de ressonância da imprensa ocidental burguesa também. 2+2=5