Não bastando a guerra na Ucrânia, de acordo com Fontes do Pentágono, Israel estará por detrás do recente ataque a várias instalações militares do Irão. Como é que os americanos sabem? Porque foram eles que autorizaram! Não se sabe ainda se haverá relação com a guerra na Ucrânia, mas lembramos que isto tinha já sido Pedido pelos alucinados de kiev.
Independentemente da simpatia ou aversão que o regime iraniano possa causar, o despoletar duma guerra no Médio Oriente iria atirar o mundo para o abismo. Basta referir que bastaria ao Irão bloquear o estrito de Ormuz que, imediatamente, estrangularia 30% do comércio mundial de petróleo e 20% do de gás. O suficiente para provocar o caos económico, portanto.
Neste mesmo fim de semana soube-se que um general de 4 estrelas da Força Aérea americana Enviou um memorando aos seus oficiais onde se ordena que estes se preparem para uma guerra contra a China, que rebentará de acordo com o seu "instinto" no prazo de 2 anos... Este general está no activo e comanda 50.000 soldados e 500 aviões, sendo responsável pelos serviço de reabastecimento. Não é um Joe qualquer.
Guerra contra a Rússia, ataques ao Irão, ameaças à China. Se não estamos já em plena 3* guerra mundial, parece!
Um dos maiores erros de cálculo dos estrategas ocidentais foi a política das sanções económicas
Era artavés das sanções e não dos tanques que esperavam derrotar a Rússia. "We're gonna send the rouble to rubble" - berrava há quase um ano atrás Biden, durante uma viagem à Polónia...
Esperavam o colapso da economia russa e que o subsequente descontentamento popular resultasse num "regime change" que lhes permitisse derrubar Putin, desmembrar a Federação Russa e tomar posse dos seus recursos naturais.
Ao fim de um ano são obrigados a mandar os tanques...
Numa Europa onde o "Mecanismo de apoio à Paz" serve para financiar uma guerra na Ucrânia, que surpresa pode causar que, no dia em que se evoca a libertação do campo da morte de Auschwitz, aqueles que o libertaram tenham sido Excluídos, mas tenham lugar nas celebrações os herdeiros espirituais do genocida e colaborador nazi Stepan Bandera?
Depois das recentes Confissões de Poroshenko, Merkel e Hollande, sabemos que os líderes ucranianos e europeus mais os seus senhores americanos usaram um acordo de paz para se prepararem para a actual guerra. São tão ou mais "terroristas" e "nazis" que Putin: não têm qualquer moral para julgar terceiros.
Porém, com o cinismo que lhes é característico, são estes os líderes europeus que hoje cospem na memória do Holocausto e desprezam o sacrifício dos povos soviéticos na derrota do nazismo. E por uma simples razão: nunca lhes perdoaram que tivessem chegado a Berlim....
Se na Primavera de 1914 tivessem perguntado aos governantes ou aos povos da Europa se estariam dispostos a entrar em guerra, sacrificando milhões dos seus jovens e a ruína dos seus países numa confrontação mundial por causa da obscura cidade de Sarajevo... seguramente teriam dito que não! E todavia... passados 3 meses, os exércitos marchavam alegremente para a maior matança mútua até aí testemunhada pela humanidade.
Tal como ontem, quem, há pouco mais de um ano atrás, estaria disposto a sacrificar a paz no continente ou o seu futuro económico pela obscura região do Donbass? Mas aqui nos encontramos: com as maiores taxas de inflação em décadas, subidas vertiginosas das taxas de juro, milhões de refugiados ucranianos em solo europeu e uma guerra que devasta um país, sacrifica uma geração e se arrisca eternizar ou, coisa pior: escalar para uma confrontação direta entre a Rússia e a NATO, que chegue a vias nucleares.
No dia em que se sabe que Zelensky vai receber (mais!) tanques, tal como uma criança mimada, veio logo a terreiro pedir mais, muito mais. Zelensky quer agora caças F16.
Temos sucessivamente visto o Ocidente cruzar várias linhas vermelhas que afirmara no passado não quer cruzar, como enviar artilharia, material de guerra pesado ou agora tanques de guerra. E é verdade que até aqui a guerra continua confinada ao formato convencional e no terreno ucraniano. Porém, um futuro envio de caças F16 poderá mudar irreversivelmente o carácter ainda limitado do atual conflito.
Porquê? Porque as bases aéreas ucranianas foram destruídas no princípio da guerra e qualquer futura concentração de aviões de combate em território ucraniano seria imediatamente alvo de ataques de misseis russos. Note-se que uma coisa são alguns caças isolados que a Ucrânia ainda terá e utilizará furtivamente, mas outra bem diferente serão várias esquadrilhas de combate doadas pela NATO...
Fornecer F16 a Zelesnky implicará que bases na Polónia ou Roménia terão de ser utilizadas para que esses aviões possam daí descolar, aterrar e reabastecer. E nessa altura, que fará a Rússia? Permitirá que aeronaves que causarão morte e destruição entre as suas fileiras tenham "porto seguro"... ou disparará mísseis sobre essas bases, neutralizando a ameaça na sua origem? E se o fizer, ainda que há um ano (quase) ninguém no continente soubesse onde ficava o Donbass...as luzes irão apagar-se em toda a Europa...
Uma orquestrada euforia tomou conta das redes sociais e também da imprensa burguesa do Ocidente. A NATO prometeu enviar alguns tanques (serão 150?) para derrotar a Rússia. No seu tempo, Hitler enviou cerca de 3500 na Operação Barbarossa. E mesmo assim falhou.
Mas nem é preciso recuar muito no tempo: ainda no ano passado a NATO enviou centenas de tanques de fabrico soviético modernizados - só da Polónia foram mais de 200! Mudaram o rumo da guerra? Quantas vezes nos foram apresentadas as "armas milagrosas" que iriam mudar o curso do conflito? Foram Javelins, Stingers, Drones Bayaktar, Howiterz M777, Himars... e agora tanques?
Mas se alguém no seu perfeito juízo pensa que será esta remessa de 100, 150 ou 200 tanques irá derrotar os russos, desengane-se e por 2 motivos:
1) podem ser destruídos como qualquer outro tanque, como aliás os Leopard já o foram e nem sequer por um exército convencional, mas por guerrilheiros do ISIS em luta contra forças turcas bem treinadas no seu manuseamento e sem as dificuldades logísticas que a Ucrânia enfrentará...
2) os russos podem colocar muitos mais tanques no terreno, acompanhados duma inegável superioridade em termos de artilharia, meios aéreos, etc.
Isto quer então dizer que, mesmo que a produção não viesse a ser aumentada, a Rússia poderá continuar a colocar no campo de batalha 850 tanques (entre modernos e modernizados) nos próximos 12 anos! E se alguém no seu perfeito juízo acha que os Leopards e Abrams a enviar serão o state of the art das respectivas classes... bom... esse alguém que entre em contacto, que nós temos uma Torre em Belém para vender a bom preço!...
P.S.: depois do anúncio de ontem sobre os tanques, os ucranianos começaram já hoje a pedir aviões de combate. Não temos dúvidas que lá chegaremos... Resta saber até onde a NATO quererá ir neste braço-de-ferro com a Rússia? Até ao patamar nuclear?