terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Milhazes arrisca salários em atraso!

 

Von Der Lyer, Macron, Scholz... tinham um sonho... que era uma espécie de plano!

Sonhavam com o congelamento das reservas do Banco Central da Rússia e posterior expropriação, para compensar as sanções à Rússia e os empréstimos e "dádivas" à Ucrânia...

Sabe-se agora que o sonhado ovo no cu da galinha, afinal... para em parte incerta! Parece que o Kremlin se antecipou e fez desparecer o dinheiro. 

Nas várias capitais europeias, atrás dos bastidores, todos se interrogam: "E agora...? Como vamos fingir que «reconstruimos» a Ucrânia?" Mas nós, modestamente, pensando no homem comum, só nos interrogamos:  "Será que Milhazes, o Rogério ou o Ribeiro ainda vão ficar a arder"?

 

Será Putin o "novo Hitler"?

De acordo com a propaganda de guerra do Ocidente, Putin é o “novo Hitler”. O que não é surpreendente: Milosevic, Sadam Hussein, Kadafi, Kim Jong Un, Bashar Al-Assad, todos eles já foram o novo “Hitler”. E como um vilão dos filmes de James Bond, Putin quer restaurar o “império soviético” e depois conquistar todo o mundo.

Ora, o imperialismo no período pós-revolução colonial tende a abdicar da ocupação e gestão direta de territórios, preferindo corromper líderes locais e garantir direitos de preferência, na exploração de recursos e mercados através da chantagem da dívida externa, da liberalização das pautas aduaneiras, privatizações e desregulação laboral e “assistência militar” – e note-se como as ocupações militares do Afeganistão e do Iraque falharam redondamente.

Putin ou Joe Biden são os representantes políticos das respetivas oligarquias, defendendo e lutando por recursos, mercados e esferas de influência: não são uma espécie de encarnação irracional de todo o mal que existe no mundo. 

E já agora, enquanto vice-presidente, Biden manteve as ocupações do Iraque e Afeganistão, bombardeou a Síria e a Líbia. Já como presidente, Biden reenviou militares americanos para a Somália, mantem soldados americanos na Síria a roubar petróleo e começou um proxy war com a Rússia através da Ucrânia.

Quanto à Rússia, anexou a Crimeia em 2014 e, se for bem-sucedida, anexará o Donbass, regiões habitadas por maiorias russófonas. A ideia de que a Rússia, se pudesse, conquistaria toda a Ucrânia e a seguir as demais antigas repúblicas da URSS e depois a Europa de Leste, é fantasiosa e nem sequer se enquadra nas novas formas de dominação imperialista. Mesmo que o quisesse, o governo russo não o pode: não tem meios nem para tais conquistas, muito menos para manter eternamente a subsequente ocupação militar. “Putin, o novo Hitler”? Tanto quanto Biden o será: apenas propaganda de guerra que visa manter o apoio das opiniões públicas a uma guerra que se eterniza.

6. Putin tem de ser travado?

Sim. Pelo próprio povo russo. Putin é há mais de 20 anos o representante político da oligarquia e do capitalismo russos: merece todo a nossa oposição, mas a tarefa de derrubá-lo cabe aos trabalhadores russos.

É verdade que, face a derrotas militares, os regimes políticos podem a cair: as monarquias russa, alemã, austríaca ou turca sucumbiram à derrota na Iª guerra mundial. Mas nem sempre sucede: Os Estados Unidos foram derrotados no Vietname e no Afeganistão e a oligarquia americana não soçobrou.

Por outro lado, as bombas da NATO não trouxeram a liberdade, a paz e o progresso ao Afeganistão, Iraque, à Líbia ou à Sérvia. Porque haveriam de consegui-lo na Ucrânia? E não há sequer garantias que a guerra contra a Rússia possa ser ganha. Apostar a vida dos ucranianos numa vitória sobre a Rússia, por si só, seria já imoral, mas imaginar que a NATO irá trazer a democracia à Rússia ou, daqui a amanhã, à China ou ao Irão é, no mínimo, naïf. 

Para além disso, se aceitamos que a derrota de Putin se pode apenas fazer através da confrontação militar, isso significa que teremos de aceitar infinitamente o militarismo e a expansão dos gastos militares. Porque hoje a ameaça vem da Rússia e, dados os inevitáveis choques de ambições imperialistas, amanhã a ameaça virá da China. Ou do Irão. Ou talvez do Brasil.

Numa época de crise capitalista em que nos dizem não haver dinheiro para a saúde, reformas, salários, etc. é simplesmente grotesco que se apoie (mesmo indireta e inadvertidamente como certa Esquerda) o desvio de recursos para alimentar a máquina militar da burguesia: O governo da Alemanha propõe-se “investir” 100 biliões de euros na Defesa a partir dum fundo especial e a França propõe-se a aumentar os gastos militares em 40% até 2030. Se deixarmos, isto será só o princípio!

Portanto, e mais uma vez, tornamos à luta de classes. Nós marxistas defendemos os interesses da classe trabalhadora e a sua mobilização consciente através dos métodos e meios de luta da própria classe.  Apoiar um bando imperialista contra os seus rivais é submeter a classe trabalhadora aos interesses, políticas e valores da sua classe dominante.  

Quando Bloco de Esquerda, Livre ou MAS defendem o envio de armas para a Ucrânia ou sanções contra a Rússia, objetivamente contribuem para “esforço de guerra” da NATO, defendendo as mesmas políticas que Biden, Von der Lyen ou Boris Johnson e, objetivamente, defendendo a vitória da NATO na guerra da Ucrânia, porque uma vitória do regime de Kiev seria, efetivamente, uma vitória também e principalmente dos seus “sponsors” do Ocidente.

Para quem não sabe ou não se lembra, a NATO e os Estados Unidos são a força militar mais reacionária, terrorista e perigosa do mundo: Sérvia, Somália, Sudão, Afeganistão, Iraque, Líbia ou Síria são apenas os exemplos mais flagrantes e mais recentes do carácter “não defensivo” desta autodesignada “aliança defensiva”.

Putin tem de ser derrotado? Novamente, sim! Pelos próprios trabalhadores russos que souberam, no passado, derrubar outros Czares. Tal como teremos de ser nós, os trabalhadores da Europa e dos Estados Unidos a derrubar os nossos imperialistas – e não as bombas da Rússia ou da China.

 


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Q&A parte 2 - A guerra da Ucrânia

 1)      Uma guerra não provocada?

Esse tem sido um dos argumentos da propaganda de guerra: a Rússia cometeu uma invasão não provocada e injustificada. Apesar dos vários intervenientes ucranianos e ocidentais terem já abertamente declarado que sempre procuraram resolver pela via militar o separatismo no Donbass e a secessão da Crimeia, a propaganda continua a martelar sobre este ponto porque é imperioso manter a opinião pública na ilusão de que há um só poder imperialista a disputar a Ucrânia – e não dois…

 A verdade é que o Ocidente passou os últimos anos a financiar, a  armar e a  treinar o exército ucraniano. A reconciliação com o Donbass foi rejeitada e, pelo contrário, foram construídas as fortificações militares mais extensas no planeta. Nas vésperas do início da guerra, metade do exército ucraniano estava concentrado no Donbass… para retomá-lo pela força!  Em Setembro de 2021, pouco anrtes do inicio da invasão, os Estados Unidos e Ucrânia assinavam um acordo de cooperação militar. Por esta altura a Ucrânia já era um membro de facto da NATO, embora ainda não de jure.

O Estado Russo sentia-se crescentemente ameaçado pela modernização e reforço militar da Ucrânia e os seus laços com a NATO.  Não podia perder a face no Donbass, isto é, permitir a supressão da rebelião do Donbass por Kiev e, muito menos, a perda da Crimeia. Se tal acontecesse, Putin e a sua entourage seriam apeados do poder - E a administração americana tinha disto consciência...

Finalmente, para além de razões de prestígio ou valores “estratégicos”, também existiam (e existem!) importantes interesses económicos da burguesia russa na Ucrânia. Enfim, a adesão da Ucrânia à NATO, poderia significar a instalação de bases com mísseis nucleares capazes de atingir Moscovo em menos de 5 minutos – e que o governo de Kiev seguramente aceitaria, dada a sua animosidade contra a Rússia e as disputas territoriais entre ambos.

Como resposta, Moscovo enviou um pedido formal de negociações aos Estados Unidos exigindo por escrito o compromisso 1) da Ucrânia não entrar para a NATO 2) a NATO retirar as suas bases do Leste da Europa, nomeadamente para as fronteiras anteriores a 1997 3) reatar o acordo sobre mísseis de médio alcance  que os Estados Unidos tinham abandonado 4) a implementação dos acordos de Minsk 5) o reconhecimento da Crimeia como parte integrante da Rússia.

Com exceção da questão da Crimeia nenhum dos demais pontos colocava, problemas de princípios ou desafios existenciais quer aos Estados Unidos, quer aos seus aliados europeus. Porém, as propostas russas foram liminarmente rejeitadas: nem sequer foram merecedoras de discussão. A 24 de Fevereiro o governo russo resolveu decidir impor uma solução militar ao braço-de-ferro com a Ucrânia e com o Ocidente.

Quando se fala na “guerra não provocada” que a Rússia lançou, reflita-se no seguinte: o que fariam os Estados Unidos se a China financiasse e organizasse um golpe de estado no México, que guindasse ao poder extremistas antiamericanos reivindicando a devolução do Texas e da Califórnia e a quem a China fornecesse treino e equipamento militar, estando em vias de estabelecer uma aliança militar?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Guerra da Ucrânia Q&A - perguntas e respostas

 1)      Quando começou esta guerra?

Esta guerra rebentou em 2014. Quem o confirmou foi até recentemente o próprio Secretário-Geral da NATO.

Começou por um golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos da América que, durante anos, investiu biliões numa operação de “mudança de regime” e deu todo o apoio a um movimento suportado nas ruas pela extrema-direita nacionalista. Entre muitos outros indícios e  exemplos, a ingerência norte-americana ficou demonstrada por escutas telefónicas tornadas públicas e nunca desmentidas ou pelo apoio ao vivo e a cores, em plena Praça Maidan, de várias e variadas personalidades: de John McCain a Ana Gomes...

O presidente democraticamente eleito teve de fugir do país, dezenas de deputados eleitos nunca mais puderam retomar o seu lugar no parlamento. Os partidos mais influentes na vida política ucraniana até então – o PC Ucraniano e o Partido das Regiões – foram banidos, até hoje! Uma vez no poder, a primeira medida do novo governo (não eleito) foi a proibição do russo como língua oficial, não obstante ser a língua materna dum terço da população.

 A "caça ao russo" foi prática intimidatória durante semanas e meses. Tristemente emblemático foi o incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa provocado por hordas nacionalistas e que vitimou dezenas de pessoas, umas queimadas vivas, outras falecendo em resultado de terem tentado escapar das chamas saltando das janelas.

 Sem surpresa, a repressão do nacionalismo ucraniano provocou uma guerra civil num país multiétnico. Se o regime de Kiev era apoiado pelo Ocidente, os rebeldes do Donbass foram apoiados pela Rússia. Por essa altura já a Crimeia (de enorme valor histórico e estratégico) se tinha separado da Ucrânia através dum referendo organizado pelas autoridades pró-russas e pela ocupação militar, de facto, da península por forças russas.

 No Donbass, a guerra civil custou a vida a cerca de 15 mil pessoas. Em 2015, com a participação da França e da Alemanha foi assinado um acordo de paz, cujo protocolo previa o reconhecimento da autonomia das regiões do Donbass no quadro da Ucrânia e a futura constituição federalista do país. 

Recentemente, ambos os presidentes da Ucrânia (desde então), Poroshenko primeiro e   Zelensky depois, vieram a público dizer que nunca foi sua intenção respeitar e implementar o acordo e que tudo não passou dum estratagema para “ganhar tempo” e permitir o fortalecimento militar da Ucrânia. Os mediadores ocidentais de Minsk 2, Merkel e Hollande disseram o mesmo: ganhar tempo, equipar militarmente a Ucrânia, preparar a guerra seguinte: a guerra que agora vivemos!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

The show must go on!

 Os Patriots e os Abrams irão chegar por 2024. Os F16 sabe Deus! A "coligação dos tanques" pariu um rato: os Leopard 2 serão mais raros na Ucrânia que os linces na Malcata! 

Jungle Borrel pede pelas alminhas que se aumente a produção de munições de artilharia, dias depois de ter solicitado que enviassem tanques, mesmo aqueles que apenas servem para ganhar pó em armazéns.

Eu ainda sou do tempo em que a propaganda de guerra clamava que os russos estavam a ficar sem munições mísseis, tanques, gasolina, rações de combate. Mas "prontos": siga a Marinha!

Sem trunfos na manga, Biden fez o que lhe estava ao alcance: pediu autorização aos russos e foi a Kiev dar apoio moral e alguns "trocos", enquanto soavam (numa encenação para as câmaras) as sirenes antiaéreas ! Brian Berletic no seu último vídeo esmiúça os "trocos"...



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

A culpa é do Costa, não é do Putin!


Na entrevista de hoje ao jornal Público, António Costa proclama:"A paz só é possível com a vitória da Ucrânia e a derrota da Rússia".

E se a vitória da Ucrânia levar 10 anos? E se for até ao último ucraniano? E se a guerra for perdida? E se a guerra custar um (ainda) maior empobrecimento generalizado do povo português? Sobre isto Costa nada diz! Aliás! Sobre a Ucrânia, Costa dirá o que a embaixada americana lhe mandar dizer. E enquanto os senhores em Washington D.C. quiserem a guerra infinita, para António Costa guerra  infinita será!

O mais insultuoso para a inteligência alheia, contudo, aparece a meio da entrevista e diz o primeiro-ministro português: 

"(...) conforme a guerra vai durando e as situações económicas internas se tornam mais difíceis, vão diluindo a relação causal entre a guerra e a realidade que vivem, e, de cada vez que chegam [os portugueses] à caixa do supermercado, pensam que a culpa não é do Putin, mas de António Costa".

Portanto, se a vida se torna mais difícil - "a culpa é do Putin"! 

 A culpa não é de quem só escolhe incompetentes e corruptos para o seu próprio governo -, "a culpa é do Putin"!

A culpa não é de quem governa em função dos interesses dos grandes grupos económicos e dos interesses geoestratégicos dos Estados Unidos - a "culpa é do Putin"!

A culpa não é de quem escolheu aplicar sanções  à Rússia, mesmo à custa da própria economia - a "culpa é do Putin"!

A culpa não é de quem escolhe a guerra, até a uma mirífica "vitória final", sobre negociações de paz, mesmo que isso torne a vida dos portugueses mais difíceis - "a culpa é do Putin"!

Se o Serviço Nacional de Saúde está um caos, se a Educação anda pelas ruas da amargura, se a Justiça não funciona, se os salários e reformas não acompanham a inflação, se o preço da habitação é exorbitante, a culpa não é de António Costa... "A culpa é do Putin"!

Portanto quando chegarmos às próximas eleições, já sabem: na hora do voto, castiguem Vladimir Putin, porque a culpa não é de quem governa Portugal, a culpa é de quem governa a Rússia.

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Se não tiverem pão, comam o canhão!

 Já avançámos neste blog alguns custos desta guerra.

Antes de mais, os custos humanos em mortos e feridos ou refugiados e deslocados internos

Também referimos a futura venda a granel da Ucrânia aos sponsors ocidentais ou o seu futuro endividamento por gerações porvir.

O custo das sanções - custo para os países da União europeia... -  não para de aumentar!

Haverá também um custo às nossas liberdade a pagar quer pela censura, quer pela perseguição a opiniões políticas dissidentes, quer pelo cancelamento xenófobo da cultura russa.

Há porém outro custo associado a esta guerra, que permanece por enquanto invisível, mas que se irá se irá prolongar durante anos: o custo do militarismo e da escalada militar quem os líderes europeus embarcaram...

Dizem-nos que não há dinheiro para aumentar pensões e reformas. Dizem-nos que não há dinheiro para a Saúde, para a Educação, para a Cultura. Dizem-nos que temos de fazer sacrifícios: sacrifícios para alimentar o Complexo Militar Industrial!

Alemanha: propõe-se gastar mais 10 biliões no orçamento de defesa em 2024

França: propõe-se aumentar em 40% os gastos militares até 2030...

Polónia: nos últimos meses anunciou sucessivamente a compra massiva de rockets e lançadores de Himars, tanques Abrams,caças F-35, Patriots, helicópteros Apaches aos americanos, tanques e artilharia aos Sul-Coreanos... tudo somado (e só nisto!) 44 biliões de euros: 1/3 do orçamento anual do Estado Polaco...

Todos os demais Estados europeus se seguirão... para lutar contra os russos hoje e contra os chineses amanhã! Sempre em nome da "liberdade" e dos "direitos humanos".  A mensagem da burguesia europeia aos trabalhadores e povos da Europa é, desde já,  cristalina: Não têm pão? Comam canhão!

"Há muito dinheiro que podia ser já usado"

Numa longas entrevista de duas páginas ao jornal Público, na edição de hoje, Roberta Metsola - presidente do Parlamento Europeu - garante que "há muito dinheiro que pode ser já usado" na Ucrânia. 

Ainda não há 3 meses atrás a União Europeia aprovou um empréstimo (sem juros!)de 18 biliões de euros que só começará a ser pago daqui a 10 anos! Entre empréstimos e outros "apoios" dos Estados Unidos, FMI, UE, já terão sido lançados para o buraco negro financeiro que existe em Kiev ( e cujo regime é um dos mais corruptos...) em torno de 200 biliões de euros!

E há ainda muitos mais dinheiro que "pode ser já usado" - e seguramente o será antes desta guerra acabar!. Lembra-te disto quando te disserem que não há dinheiro para as pensões de reforma, para o SNS, para investir na educação ou para aumentar o teu salário!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Sobre a "Ordem da Liberdade" entregue a Zelensky

 Se...

encerrar órgãos de imprensa,
instituir a censura militar,
banir partidos,
prender opositores,
proibir manifestações de protesto,
restringir direitos sindicais,
perseguir confissões religiosas,
discriminar minorias nacionais
...

dá direito à "ordem da liberdade"... se calhar também podíamos dar uma medalha ao Putin, não?

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Ainda sobre o Nordstream 2...


Como é do conhecimento geral, "alguém" rebentou com os gasodutos nordstream qu permitiam à Alemanha comprar energia barata à Rússia.

O jornalista de investigação (e vencedor dum Pulitzer) Seymour Hersh PUBLICOU há dias uma peça acusando os Estados Unidos da autoria do atentado terrorista, com auxílio da Noruega. Estados Unidos e Noruega: 2 produtores e rivais comerciais da Rússia na venda de gás à Europa...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Ucrânia censura milhões de livros


 
Enquanto Zelensky era recebido pela líderes políticos da UE e Reino Unido como se da segunda vinda de Cristo se tratasse, na Ucrânia milhões de livros estão a ser retirados das bibliotecas e livrarias ucranianas.

Estes livros foram banidos e serão queimados. Isto é pura e dura Censura, é cancelamento cultural, é a violação dos mais elementares direitos de uma minoria nacional, pois o russo é a língua materna dum terço dos ucranianos. É, enfim o reescrever da própria história e cultura em função duma   conceção "limpa", esterilizada  da Ucrânia, para que se torne naquilo que nunca foi.

"Multiculturalismo"? Uma farsa conveniente! A tudo isto a União Europeia fecha os olhos: banir, censurar e queimar livros voltaram a ser valores €uropeus... 




 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

António Costa: vira-casacas, traidor ou bobo da corte?

 


Há pouco mais de 2 meses, António Costa, afirmava que "não há condições institucionais nem orçamentais para a adesão imediata da Ucrânia à União Europeia".

Hoje afirma que a UE não tem o direito de frustrar expectativas de adesão da Ucrânia !

Não sei se recebeu um telefonema da embaixada americana, uma visita em sonhos do arcanjo Grabriel ou a promessa dum felácio... Sei que a Ucrânia é um buraco negro financeiro, que será à custa dos impostos dos trabalhadores da UE que a conta será paga e que futuros fundos europeus destinados para Portugal seriam deslocados para a Ucrânia, no caso desta aderir.


Nordstream e um país promotor de terrorismo...


Foi tornada pública a peça de investigação do jornalista Seymor Hersh sobre o atentado terrorista aos gasodutos Nordtream, na qual aponta o dedo ao governo dos Estados Unidos como o autor do ataque.

SEYMOR HERSH não é um reporter qualquer: é um jornalista americano galardoado com um Prémio Pulitzer. Desde a guerra do Vietname nos anos 60 até à invasão do Iraque em 2003, Seymor Hersh tem denunciado as práticas mais obscuras do governo americano. O seu livro The Price of Power: Kissinger in the Nixon white House ganhou na época o Nationa Book Critics Circle Award. 

A peça de investigação pode ser lida na íntegra na sua PÁGINA

A confirmar-se a sabotagem dos gasodutos Nordtream às mãos dos Estados Unidos com a colaboração da Noruega (que concorria com a Rússia na produção e venda de gás à União Europeia) só pode isto ser considerado um ato de terrorismo sobre uma vital infraestrutura civil e uma declaração de guerra à Alemanha. Contudo, a Alemanha vai enviar tanques não para combater o país que a atacou e destruiu um elemento vital para a sua competitividade económica, mas para o país que lhe fornecia energia barata...

Naturalmente a Casa Branca nega toda a história. Curiosamente ainda antes da guerra rebentar, Joe Biden garantia que o Nordstream "WOULD BE NO LONGER". Já depois dos dos Nordstream terem sido rebentados, o Secretário de Estado Anthony Blinken sinalizou a "TREMENDA OPORTUNIDADE" que a sabotagem tinha proporcionado. Já a Subsecretária de Estado Victoria  Nuland congratulou-se, ainda há poucas semanas, pelo facto do Nordstream ser "UM MONTE DE ENTULHO NO FUNDO DO MAR...  

A propaganda de guerra tem repetidamente lançado o epíteto de "país promotor de terrorismo" sobre a Rússia. E não ignoramos a brutalidade desta guerra. Mas o que dizer, então, dos actos do governo americano? O que dizer das duas bombas nucleares lançadas sobre o Japão? Do financiamento e armamento dos mujahidins que dariam lugar à Al Qaeda? Do financiamento e armamento dos "rebeldes sírios" que dariam lugar ao Daesh? Do apoio de décadas à ocupação ilegítima da Palestina e aos crimes de guerra cometidos por Israel? Que dizer do golpe de estado do Pinochet? Do assassinato de Patrice Lumumba? Da mentira sobre as "armas de destruição maciça" e da subsequente invasão do Iraque? Dos bombardeamentos da Sérvia, da Síria ou da Líbia... ou da guerra do Vietname? A lista dos actos de terrorismo patrocinados pelos Estados Unidos é (quase) interminável.

Muita papinha ainda tem o Putin que comer! A verdade nua e crua é que o governo americano é o maior promotor de terrorismo à escala mundial. E os países europeus não passam dos seus patéticos vassalos...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Carne pra canhão... Enlatada!


ALEMANHA ANUNCIA o envio de 100 tanques Leopard1. 

O Leopard1 é um tanque que foi CONCEBIDO nos anos 50 do século passado... São estes os "amigos" da Ucrânia... Até ao último ucraniano!

É caso para dizer que a carne será agora enlatada, antes de ser servida para o canhão russo...

Estado de guerra


 Como já tinha afirmado a ministra dos negócios estrangeiros da Alemanha:

"ESTAMOS A TRAVAR UMA GUERRA CONTRA A RÚSSIA".

Entretanto, ainda os tanque não chegaram e jáo governo britânico anuncia que está  TREINAR PILOTOS Ucranianos. E depois dos aviões que se segue.. ? 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Somos pela Ucrânia!

Quem defende a paz é sistematicamente acusado de ser pró Rússia, agente de Moscovo, bot do Putin e até pior. Na verdade, quem defende a paz, defende a Ucrânia. 

A guerra poderia ter sido evitada há um ano atrás: bastava que o regime de Kiev tivesse dito: 1) não vamos entrar na NATO 2) Vamos respeitar os acordos de Minsk 3) vamos reconhecer que o povo da Crimeia quer fazer parte da Federação Russa. 

Com exceção do 3º ponto, os outros dois não deveriam ter sido um problema existencial para o regime de kiev e, mesmo o 3º ponto, poderia ter ficado sujeito a uma posterior negociação qualquer. O problema é que a razão de ser do regime de kiev - chegado ao poder em 2014-  foi sempre o de combater os russos.

Pior! Os seus sponsors ocidentais desde o início guindaram, sustentaram, financiaram e armaram o atual regime de Kiev para combater a Rússia, tal como hoje já vai sendo reconhecido pelos seus líderes de então. 

De resto, bastava que os Estados Unidos tivessem dito há um ano: 1) Não vamos acolher a Ucrânia na NATO 2) vamos retirar bases, material e pessoal militar da fronteira com a Rússia 3) Vamos retomar o acordo de limitação de mísseis nucleares de médio alcance que Donald Trump rasgou... E provavelmente a guerra teria sido evitada.

Infelizmente TODOS os principais protagonistas (Biden, Putin, Zelensky, Von der Liar, Boris Johnson) quiseram a guerra. Quem quis e quem quer continuar com a guerra não defende a Ucrânia, defende o sacrifício da Ucrânia! 

Quem defende a continuação da guerra, defende que a juventude (e não só...) ucraniana continue a derramar o seu sangue e a sacrificar as suas vidas, defende que o país continue a ser arrasado, que a sua economia continue a colapsar, que o seu governo continue a endividar-se por gerações e que milhões de refugiados permaneçam fora do seu país para que se consiga derrotar a Rússia. 

E se a Rússia não for derrotada? E se a guerra durar mais 2, 3 ou 10 anos? Bakhmut, Mariupol, Donetsk não valem as centenas de milhares de vítimas desta guerra, não valem a  ruina dum país e muito menos o risco duma confrontação aberta, global e nuclear entre a Rússia e a NATO.

Putin tem de ser derrubado? Sem dúvida! Pelo seu próprio povo. Pelo próprio povo russo que no passado soube derrubar outros Czares, tal como nós em Portugal derrubámos a ditadura sem precisar de intervenções da NATO. 

Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria: os resultados desastrosos das intervenções americanas /NATO estão à vista de todos. Com a Ucrânia não será diferente. É urgente acabar com a atual carnificina, parar a guerra militar e acelerar a luta de classes: a única "guerra" capaz de derrubar injustiças, tiranos, impérios e deixar no seu lugar um mundo melhor! 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Onde para a Greta...?

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, Governo alemão, do qual fazem parte os "Verdes" está a ponderar REDIRECIONAR  os fundos e subsídios originalmente consagrados para a eliminação das centrais de energia movidas a carvão... diretamente para as empresas de armamento, de modo a que estas aumentem a sua produção de armas!

Quando surgiram, no início dos anos 80, os Verdes alemães eram não apenas um partido ecologista, mas também pacifista. Hoje em dia são uma das vozes mais belicosas na Europa, defendendo intransigentemente a continuação e a escalada da guerra na Ucrânia. Não satisfeitos com isso, esta espécie de ecologistas pondera agora desviar verbas do combate às alterações climáticas... para o combate aos russos!

Como produto de marketing em que se tornou, Greta Thundberg não irá dizer nada, tal como não abiru a boca quando, mesmo ao lado de casa,  "alguém" rebentou com os gasodutos Nordstream e causou o maior desastre ambiental do Báltico.

Zelensky ameaça com novas perseguições internas.


Diante do acumular das dificuldades no plano militar, ou nas palavras de Zelensky, "a situação está muito difícil em Bakhmut, Vuhledar, na direção de Liman", o regime de Kiev ameaça com novas perseguições internas.

Nas sua última "CONVERSA EM FAMÍLIA", com que diariamente torra os limites da paciência aos seus concidadãos com as suas características voz de bagaço e propaganda barata, Zelensky promete "LIMPAR" o "inimigo interno" que - diz ele- se juntou à agressão estrangeira pela retaguarda.

Relembramos que o regime de Zelensky já ENCERROU televisões e outros órgãos de comunicação social, PROIBIU partidos da oposição, PRENDEU opositores políticos, BANIU música e literatura e PERSEGUIU a Igreja Ortodoxa. 

Estás perseguições e atentados aos mais elementares direitos democráticos são invariavelmente justificados com a estafada desculpa das suas vítimas serem pró-russos... Mas se é verdade, que significa então isso? Apenas pode significar que boa parte  do país é... afinal "pró-russo" e que o regime de Kiev está em guerra com a minoria russófona da Ucrânia. De facto, assim tem sido desde 2014...

Dir-me-ão: "ah e tal, mas o Putin também prende opositores, reprime manifestações, governa o país com mão de ferro"... Certo. 

Acontece que o nosso dinheiro e as nossas armas são enviadas  não ao Putin, mas ao Zelensky. E sucede ainda que é pelo seu regime podre que estamos mergulhados em sacrifícios devido às sanções e arriscamos entrar numa guerra aberta com uma potência nuclear. O Putin  mim não me interessa para nada, mas infelizmente sou obrigado a interessar-me plo artista que governa (ou finge que governa...) a Ucrânia à conta do nosso dinheiro e dos nossos sacrifícios.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Tanques para a Ucrânia?


Com tantos portugueses a passarem dificuldades e até fome, com milhares de concidadãos a viverem nas ruas das grandes cidades, António Costa continua a alimentar uma guerra que apenas prejudica os interesses do país e do povo. Se é para enviar tanques, manda 2 ou 3 destes, que a Casa Peixoto faz um preço em conta.

Que destino é feito dos 250 milhões que foram prometidos ao Zelensky?

Taxa de suicídio dispara entre militares ucranianos

Num debate parlamentar no Reino Unido, o deputado conservador Iain Ducan Smith, recentemente regressado da Ucrânia, nomeadamente de kharkiv, REVELA que "o número de soldados ucranianos que cometem suicídio, devido ao stress de guerra é espantoso"!

Iain Ducan Smith, não é um "bot russo' ou um "perigoso" esquerdista. É um deputado do partido conservador, leal servidor de Sua Majestade, dos oligarcas britânicos e do stablishment político mais anti-russo que existe a Oeste de Varsóvia. Ele é um fervoroso defensor da "causa ucraniana" - aka "guerra da NATO".

As suas surpreendentes  declarações não receberam grande eco por parte da imprensa - o que não espanta de todo! Mas revelam o estado de extrema fadiga dos militares ucranianos, a eficácia mortífera da guerra de atrito travada pela Rússia e o elevado número de baixas entre as forças ucranianas que impedem uma regular rotação de tropas na linha da frente, de molde a impedir o desespero extremo que afecta cada vez mais os seus combatentes.

Relembramos que recentemente o regime de Kiev ENDURECEU as penas de prisão para o que designa por crime de deserção ou recusa em combater e que podem ir de 10 a 12 anos.  Isto, claro, quando os militantes nacionalistas não fazem "justiça" no terreno, com um pelotão de fuzilamento ad hoc...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Excesso de Álcool e más práticas finanças destroem grupo de mercenários americanos

Toda a gente já ouviu falar no Grupo Wagner, uma "empresa militar privada" russa, isto é: uma força mercenária. Porém, menos conhecido será o Grupo Mozart que é a contraparte americana dos "músicos russos"... 

Neste blog já tínhamos feito referência ao seu líder que, "regado" q.b., deu há uns tempos uma entrevista explosiva onde confessava os crimes de guerra do exército ucraniano e caracterizava o país como "uma sociedade doente, corrupta, fodida"... Diz-se que em "vino veritas, mas também é sabido que o consumo em excesso de álcool pode trazer sérios problemas...

Através do New York Times, ficámos agora a saber que, entre más práticas financeiras, consumos excessivos de álcool (imaginamos que também de drogas) e lutas internas, um dos fundadores e líder do Grupo Mozart anunciou o desmantelamento e fim do mesmo. Como lamentou um mercenário: "You got to run these groups like a business. We dind't do that"

De acordo com várias fontes, o fim do grupo não terá grandes consequências no campo de batalha, mas terá um efeito depressivo nos bares de alterne de Kiev onde estes "freedom fighters" costumavam combater os russos.

Contudo, não desesperem as boas e crédulas alminhas! O antigo líder dos Mozart, o sr. Milburn, passa agora horas diante do seu computador, procurando novas oportunidades de "voluntariado" como cursos de treino para "ambientes hostis", escrevendo emails apelando a potenciais doadores e em videoconferências com os seus advogados... porque isto das "más práticas financeiras"... bom... já se sabe!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Há 80 anos os nazis rendiam-se em Estalinegrado

 


Foi precisamente há 80 anos atrás. 2 de Fevereiro. 

Ursula Von der Liar, neta dum antigo oficial nazi, chegou hoje a Kiev para dar apoio económico e militar a um regime que glorifica genocidas que colaboraram com a Alemanha nazi.

As sanções rebentam com as economias europeias!

 De acordo com as últimas previsões do FMI para 2023:

Reino Unido: contração do PIB em 0,3%

Alemanha: crescimento do PIB em 0,1%

Itália: crescimento do PIB em 0,6%

França:: crescimento do PIB em 0,7%

Zona Euro: crescimento do PIB em 0,7%

... Rússia: crescimento do PIB em 0,3% !!!


Apesar da guerra, apesar dos 9 pacotes de sanções, apesar do "price cap" ao petróleo russo... A Rússia consegue crescer mais que a Alemanha ou o Reino unido...

Foi você que pediu uma sanção?


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

"Bots Russos" à conversa

 Os Duran convidaram Scott Ritter para uma conversa sobre o conflito na Rússia e as realidades militares dos bloco em confronto. Para  ver AQUI!