segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

O mundo sob ameaça dos sociopatas do governo americano

Não bastando a guerra na Ucrânia, de acordo com Fontes do Pentágono, Israel estará por detrás do recente ataque a várias instalações militares do Irão. Como é que os americanos sabem? Porque foram eles que autorizaram! Não se sabe ainda se haverá relação com a guerra na Ucrânia, mas lembramos que isto tinha já sido Pedido pelos alucinados de kiev

Independentemente da simpatia ou aversão que o regime iraniano possa causar, o despoletar duma guerra no Médio Oriente iria atirar o mundo para o abismo. Basta referir que bastaria ao Irão bloquear o estrito de Ormuz que, imediatamente, estrangularia 30% do comércio mundial de petróleo e 20% do de gás. O suficiente para provocar o caos económico, portanto.

Neste mesmo fim de semana soube-se que um general de 4 estrelas da Força Aérea americana Enviou um memorando aos seus oficiais onde se ordena que estes se preparem para uma guerra contra a China, que rebentará de acordo com o seu "instinto" no prazo de 2 anos... Este general está no activo e comanda 50.000 soldados e 500 aviões, sendo responsável pelos serviço de reabastecimento. Não é um Joe qualquer. 

Guerra contra a Rússia, ataques ao Irão, ameaças à China. Se não estamos já em plena 3* guerra mundial, parece! 

domingo, 29 de janeiro de 2023

A Rússia e as sanções


Um dos maiores erros de cálculo dos estrategas ocidentais foi a política das sanções económicas


Era artavés das sanções e não dos tanques que esperavam derrotar a Rússia. "We're gonna send the rouble to rubble"  - berrava há quase um ano atrás Biden, durante uma viagem à Polónia... 

Esperavam o colapso da economia russa e que o subsequente descontentamento popular resultasse num "regime change" que lhes permitisse derrubar Putin, desmembrar a Federação Russa e tomar posse dos seus recursos naturais.

Ao fim de um ano são obrigados a mandar os tanques... 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

O Holocausto da memória


Numa Europa onde o "Mecanismo de apoio à Paz" serve para financiar uma guerra na Ucrânia, que surpresa pode causar que, no dia em que se evoca a libertação do campo da morte de  Auschwitz, aqueles que o libertaram tenham sido Excluídos, mas tenham lugar nas celebrações os herdeiros espirituais do genocida e colaborador nazi Stepan Bandera?

Depois das recentes Confissões de Poroshenko, Merkel e Hollande, sabemos que os líderes ucranianos e europeus mais os seus senhores americanos usaram um acordo de paz para se prepararem para a actual guerra. São tão ou mais "terroristas" e "nazis" que Putin: não têm qualquer moral para julgar terceiros.

Porém, com o cinismo que lhes é característico, são estes os líderes europeus que hoje cospem na memória do Holocausto e desprezam o sacrifício dos povos soviéticos na derrota do nazismo. E por uma simples razão: nunca lhes perdoaram que tivessem chegado a Berlim....

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

A Ucrânia é uma oportunidade de negócio


Sempre com muito humor à mistura, 
Jimmy Dore vai dizendo muitas verdades inconvenientes...

3ª Guerra Mundial a caminho?


Se na Primavera de 1914 tivessem perguntado aos governantes ou aos povos da Europa se estariam dispostos a entrar em guerra, sacrificando milhões dos seus jovens e a ruína dos seus países numa confrontação mundial por causa da obscura cidade de Sarajevo... seguramente teriam dito que não! E todavia... passados 3 meses, os exércitos marchavam alegremente para a maior matança mútua até aí testemunhada pela humanidade.

Tal como ontem, quem, há pouco mais de um ano atrás, estaria disposto a sacrificar a paz no continente ou o seu futuro económico pela obscura região do Donbass? Mas aqui nos encontramos: com as maiores taxas de inflação em décadas, subidas vertiginosas das taxas de juro, milhões de refugiados ucranianos em solo europeu e uma guerra que devasta um país, sacrifica uma geração e se arrisca eternizar ou, coisa pior: escalar para uma confrontação direta entre a Rússia e a NATO, que chegue a vias nucleares.

No dia em que se sabe que Zelensky vai receber  (mais!) tanques, tal como uma criança mimada, veio logo a terreiro pedir mais, muito mais. Zelensky quer agora caças F16

Temos sucessivamente visto o Ocidente cruzar várias linhas vermelhas que afirmara no passado não quer cruzar, como enviar artilharia, material de guerra pesado ou agora tanques de guerra. E é verdade que até aqui a guerra continua confinada ao formato convencional e no terreno ucraniano. Porém, um futuro envio de caças F16 poderá mudar irreversivelmente o carácter ainda limitado do atual conflito. 

Porquê? Porque as bases aéreas ucranianas foram destruídas no princípio da guerra e qualquer futura concentração de aviões de combate em território ucraniano seria imediatamente alvo de ataques de misseis russos. Note-se que uma coisa são alguns caças isolados que a Ucrânia ainda terá e utilizará furtivamente, mas outra bem diferente serão várias esquadrilhas de combate doadas pela NATO...

Fornecer F16 a Zelesnky implicará que bases na Polónia ou Roménia terão de ser utilizadas para que esses aviões possam daí descolar, aterrar e reabastecer. E nessa altura, que fará a Rússia? Permitirá que aeronaves que causarão morte e destruição entre as suas fileiras tenham "porto seguro"... ou disparará mísseis sobre essas bases, neutralizando a ameaça na sua origem? E se o fizer, ainda que há um ano (quase) ninguém no continente soubesse onde ficava o Donbass...as luzes irão apagar-se em toda a Europa...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Até ao último ucraniano...


Uma orquestrada euforia tomou conta das redes sociais e também da imprensa burguesa do Ocidente. A NATO prometeu enviar alguns tanques (serão 150?) para derrotar a Rússia. No seu tempo, Hitler enviou cerca de 3500 na Operação Barbarossa. E mesmo assim falhou. 

Mas nem é preciso recuar muito no tempo: ainda no ano passado a NATO enviou centenas de tanques de fabrico soviético modernizados - só da Polónia foram mais de 200! Mudaram o rumo da guerra? Quantas vezes nos foram apresentadas as "armas milagrosas" que iriam mudar o curso do conflito? Foram Javelins, Stingers, Drones Bayaktar, Howiterz M777, Himars... e agora tanques? 

 Mas se alguém no seu perfeito juízo pensa que será esta remessa de 100, 150 ou 200 tanques irá derrotar os russos, desengane-se e por 2 motivos:

1) podem ser destruídos como qualquer outro tanque, como aliás os Leopard já o foram e nem sequer por um exército convencional, mas por guerrilheiros do ISIS em luta contra forças turcas bem treinadas no seu manuseamento e sem as dificuldades logísticas que a Ucrânia enfrentará...

2) os russos podem colocar muitos mais tanques no terreno, acompanhados duma inegável superioridade em termos de artilharia, meios aéreos, etc. 

A "Novaya Gazeta" não é um órgão que nutra qualquer simpatia pelo regime de Moscovo: o seu editor-chefe já foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz por se opor a Putin. Numa peça recente e bastante crítica do governo russo, explicam-nos que, não obstante todas as dificuldades que vão relatando, de acordo com as suas fontes a Rússia pode produzir entre cerca de 250 tanques modernos anualmente, bem como modernizar outros 600 tanques do stock de 8000 que o Ministério da Defesa tem armazenados.

Isto quer então dizer que, mesmo que a produção não viesse a ser aumentada, a Rússia poderá continuar a colocar no campo de batalha 850 tanques (entre modernos e modernizados) nos próximos 12 anos! E se alguém no seu perfeito juízo acha que os Leopards e Abrams a enviar serão o state of the art  das respectivas classes... bom... esse alguém que entre em contacto, que nós temos uma Torre em Belém para vender a bom preço!...

P.S.: depois do anúncio de ontem sobre os tanques, os ucranianos começaram já hoje a pedir  aviões de combate. Não temos dúvidas que lá chegaremos... Resta saber até onde a NATO quererá ir neste braço-de-ferro com a Rússia? Até ao patamar nuclear?

"Estamos a travar uma guerra contra a Rússia"


 A ministra dos negócios estrangeiros alemã declara guerra à Rússia... 

Onde param os 250 milhões?

 


Um país onde o primeiro-ministro, o ministro das finanças e o ministro do ambiente estão, na prática, na mira de investigações judiciais por suspeita de práticas ilícitas durante os respectivos mandato como autarcas de Lisboa... Concedeu esse mesmo país, em Maio passado, 250 milhões ao regime de Zelensky - um regime atolado em Corrupção.

Sem surpresa, os média tentam apresentar a actual Purga em Kiev como o esforço heróico daquele presidente que, com Contas offshore, e ao fim de quase 4 anos de mandato, se lembra finalmente , no meio duma guerra e duma crise operacional em Bakhmut... De demitir ou fazer dimitir dezenas de altos responsáveis do país, numa espécie de limpeza ética. 

E na fada dos dentes, também acreditam?

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

A purga de Kiev

 Na última semana...

Assessores de topo caíram em desgraça ... procuradores da justiça foram demitidos... ministros despenharam-se de helicóptero ... ministros e governadores demitiram-se por acusações de corrupção .... ou foram mesmo presos por alegada corrupção... Funcionários do Estado estão proibidos de viajar... 

A imprensa ocidental burguesa já começou o spin: em plena guerra, no meio duma crise militar em redor de Bakhmut e ao fim de 4 anos de mandato, decidiu o presidente Zelensky (ele próprio com contas offshore) lançar um vigoroso combate à corrupção demitindo, fazendo demitir, ou talvez coisa pior...  a vários oficiais de topo do seu regime...

.. Agora imagina que isto se passava em Moscovo: o que diria a imprensa?



more body bags

O Fórum Económico Mundial é, cada vez mais, um Freak show onde as Elites proclamam a salvação do mundo, ao mesmo tempo que conspiram contra 99% da humanidade...

Que o deboche e o sexo pago floresçam em Davos durante o conclave dos senhores do mundo...  talvez nem surpreenda tanto...

Que uma representante do establishment americano confesse que serão necessário muitos mais Body bags para conseguir uma mudança de regime na Rússia, através da guerra da Ucrânia... já só pode espantar os mais ingénuos...

Ponto da situaçâo

 


Também há novos apontamentos de 

Brian Berletic

Alexander Mercouris

Douglas Macgregor

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Isto está tudo ligado!


 Um dia depois duma greve geral que paralisou o país e trouxe milhões para a rua, em protesto conta o aumento da idade de reforma em França, porque supostamente o sistema  é "insustentável", Macron anuncia um aumento de 40% dos gastos militares para os próximos anos.

Sim, leram bem: aumento de 40% dos gastos militares!

Não têm pão? Comam brioches!

Porque a Alemanha não quer os tanques Leopard na Ucrânia?

Muito se tem falado nos tanques Leopard 2 e no seu envio para a Ucrânia. Os Leopard 2 são á ultima "arma maravilha", o mais recente "game changer" duma série ininterrupta de armas milagrosas que permitirá que o exército ucraniano ponha cerco ao Kremlin.  

As mais notáveis wunderwaffen  foram já os mísseis antiaéreos stinger os muito aclamados  antitanque javelins, os drones turcos Bayraktar, os orgiásticos Himars , os mais discretos Howitzers M777 ou até uma certa "mysterious weapon" que de tão misteriosa, nem o nome lhe sabemos... 

Todas elas foram anunciadas pela propaganda como o equipamento militar que mudaria a maré da guerra. E apesar dos russos estarem a perder a guerra desde o seu primeiro dia, será necessário mandar mais um "game changer" em grandes quantidades para que Zelensky não seja derrotado. É aqui que entra o envio de tanques, malgrado já em 2022 terem sido enviados centenas de tanques para a Ucrânia...

A quem queira esmiuçar o pesadelo logístico que significa o envio de tão díspare armamento  ocidental para a guerra na Ucrânia, recomendamos o canal de Brian Berletic, New Atlas.

Nós iremos ocupar-nos da questão central: porque está a Alemanha reticente em enviar os Leopard 2 para a Ucrânia? A propaganda diz-nos que é um problema de "imagem": o governo alemão preocupa-se com a avaliação que seria feita de tanques alemães, novamente rolando pelas estepes da Ucrânia para combaterem os russos... Mas desde quando considerações sentimentais pesaram na tomada de decisões da burguesia alemã e dos seus representantes? O que nos dizem é  pura mentira!

A Alemanha está reticente em enviar os Leopard 2 (sejam os seus ou autorizando outros países europeus que os possuem) para a Ucrânia porque sabe que uma enorme quantidade deles seriam destruídos, que a produção de centenas de  novos tanques Leopard 2 levará anos e sabe também que, nesse cenário, os demais países europeus da NATO teriam de comprar... tanques aos americanos. Aos mesmos americanos que (coincidência!) não querem enviar os seus tanques Abrams para a Ucrânia!

A guerra económica que os Estados Unidos declararam aos seus vassalos europeus conhece, portanto, um novo capítulo. Há um ano atrás os americanos recusaram qualquer negociação com a Rússia. o que poderia ter evitado esta guerra. Com o começo da guerra vieram as sanções e (coincidência) a concorrência dos Estados Unidos foi afastada, multiplicando as suas vendas de energia à Europa... e por um preço bem superior! Pelo meio, "alguém" rebentou os gasodutos Nordstream e depois foi anunciado o "Inflation Raduction Act" que irá distorcer a livre concorrência, ameaçando as indústrias europeias.  

Agora, e no seguimento da guerra económica lançada contra a Europa, vem a rábula dos Leopards cujo claro objetivo é só um: derrotar, não os russos, mas a indústria de armamento alemã.

... E contudo, apesar de todas as evidências, o mais provável é que o  governo alemão governe... para os interesses americanos. Vai uma aposta?

sábado, 21 de janeiro de 2023

O regime de Kiev é um circo

 


Kira Rudik é uma deputada ucraniana. Desde que começou a guerra: 

O seu salário (declarado...) aumentou 70%

As suas próteses "cresceram"...

 Ganhou o mesmo prémio  pelos "direitos humanos" que a Ana Gomes...

... A guerra tem por isso de continuar,  seja até ao próximo implante mamário, seja até ao último ucraniano!


Há uma vaga em aberto para os heróis do teclado


Correm nos canais das redes sociais afetos ao regime de Kiev estas fotos de Sehriy Raylyan, artilheiro da 79ª Brigada do exército ucraniano. Sehriy foi atingido por fogo de artilharia. Após ser ferido, passou semanas em coma e acordou sem duas pernas, sem um olho e completamente desfigurado.

A propaganda, que usa a sua imagem para comover e enraivecer o público ocidental, afirma como consolo e em jeito de conclusão que Sehriy tem uma "família linda". Linda será, mas sobretudo  estará também destroçada porque Sehriy nunca mais vai deixar de ser a sombra do que já foi. 

No altar da guerra estão a ser sacrificados jovens (e menos jovens) tanto ucranianos como russos -- muitos dos quais se tivessem podido escolher, nem sequer lá estariam.

Mas os heróis do teclado podem! Se querem tanto combater os russos, se acreditam deveras que é imperioso derrotar militarmente a Rússia, podem escolher voluntariar-se para a vaga em aberto como artilheiro da 79ª Brigada.

Felizmente para eles, a sua hipocrisia e sentido de autopreservação irão prevalecer, continuando a brincar aos Rambos do twitter e  do facebook, enquanto a milhares de quilómetros,  milhares de vidas continuarão a ser ceifadas pela posse de cidades e até vilarejos das quais eles nunca tinham ouvido falar até há dois dias.

Putin tem de ser travado? Sim, sem dúvida! Tem de ser travado e derrubado através da luta de classes na própria Rússia , onde no passado o povo soube derrubar czares e sabê-lo-á novamente, mas não através duma guerra convencional promovida pela NATO que com ele disputa o saque da Ucrânia e a divisão do mundo em esferas de influências e pela qual se destrói um país e se rebenta com uma geração.

Mas caso pensem o contrário, por favor sejam coerentes: levantem-se do sofá, saiam da vossa zona de conforto, virem na 2ª à direita e sigam em frente: a 4 mil quilómetros de distância, na 79ª Brigada está uma vaga de artilheiro à vossa espera!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

A triste figura de António Costa

Se Portugal fosse um país soberano, poderia procurar uma solução diplomática para um conflito cuja continuação apenas irá prejudicar os interesses do país, a sua economia e as condições de vida do seu povo.

Infelizmente somos governador por marionetas. 

E marionetas sem noção do seu ridículo! À falta de verdadeiros meios militares para enviar (sequer!) vamos mandar 14 veículos de transporte blindados ao serviço do exército português desde 1977! A que se somam 8 geradores, "munições" e 2 toneladas de material médico e sanitário... para que vai servir isto se não para aparecer na fotografia?

Por falar em "fotografias", melhor seria que António Costa desse conta aos portugueses do destino dos 250 milhões que em Maio passado ofereceu ao Zelensky para tirar uma foto com ele...


A Ucrânia é um buraco negro!

 

Este vídeo do canal HistoryLegends foi produzido... Há 2 meses atrás!

No dia em que a NATO irá anunciar o envio de armamento para (re)criar o terceiro exército ucraniano - os dois primeiros já foram derrotados... - serve esta peça para relembrar que:

1) No início da guerra a Ucrânia já possuía quase 2000 tanques, por exemplo. Tinha até uma Força Aérea! Na verdade, tinha o segundo ou terceiro maior exército da NATO - depois dos Estados Unidos e, talvez, da Turquia. 

2) Durante todo o ano de 2022 afluíram milhares de máquinas de guerra, centenas de milhares de armamentos ligeiros, milhões de munições. E apesar dos russos estarem a perder a guerra desde o primeiro dia... tudo terá de ser reenviado novamente. 

3) Até prova em contrário todo este apoio militar, toda a "ajuda" financeira, apenas têm servido para prolongar a guerra e o seu cortejo de horrores, prosseguir com a destruição da Ucrânia, empobrecer e atacar as condições de vida os trabalhadores da Europa e do conjunto do Ocidente e enriquecer petrolíferas e indústrias de armamento.

Porém, a possibilidade da NATO fornecer material de guerra capaz de atingir alvos no interior da Rússia é cada maior e os russos estão já a instalar defesas antiaéreas nos prédios governamentais de Moscovo... Querem mesmo arriscar a IIIª Guerra Mundial e um holocausto nuclear pelo Donbass?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

França despacha sucata para a Ucrânia e o ministro morre

O Helicóptero que transportava o ministro do interior ucraniano era um produto da Airbus fornecido pela França.  Já em 2016 três companhias tinham levantado Processos judiciais contra a Airbus alegando defeito de fabrico.

Apesar do historial de problemas, a França não teve problemas éticos em  Vendê-los à Ucrânia em 2018 por uma maquia nunca revelada... Com "amigos" destes quem precisa dos russos? 


... Numa nota mais intriguista, correm boatos que o ministro do interior ucraniano terá sido vítima dum ajuste de contas, às mãos dos seus colegas militares a quem chantageava, na ânsia de apanhar uma parte do botim, resultante de todas aquelas armas e doações da NATO que acabam no mercado negro... 

Arestovych na "Kill List"... da Ucrânia!


Até há 2 dias atrás era um das mais importantes figuras do regime de Kiev - conselheiro presidencial, spin doctor, guru da propaganda e guionista de Zelensky.

Quando inadvertidamente, no outro dia, disse a verdade sobre o missil que atingiu um prédio residencial em Dnipro, caiu imediatamente em desgraça e foi forçado a sair de cena.

Contudo, para os extremistas que dominam a Ucrânia isso não bastou! Malgrado os todos os anos de leal serviço ao regime de Kiev como (talvez) o seu melhor propagandista, Arestovych encontra-se agora na Lista da Morte.

Com efeito, Myrotvorets tem, desde as suas origens, íntimas ligações ao Estado ucraniano,  cujas perseguições judiciais aos seus opositores muitas vezes se tem baseado  nas "informações" recolhidas por este site. Políticos, jornalistas, artistas, crianças até! quer ucranianos, quer estrangeiros, têm sido apontados como "inimigos do Estado", verdadeiros alvos a abater. E alguns, como Darya Dugina, acabaram já assassinados...

Depois do acidente de helicóptero que ontem vitimou o ministro do interior e vários dos seus mais próximos colaboradores, irá Arestovych ser a próxima vítima dum "infeliz acidente"?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Ponto da situação

 


Dois dos nossos "Bots Russos" preferidos: Garland Nixon (que já apresentámos neste blog) e Scott Ritter, ex-oficial de inteligência do  corpo de marines dos Estados Unidos e, mais tarde, inspector de armas da ONU, na condição do qual acabou por confrontar a Administraçâo Clinton e o seu papel no Iraque durante os anos 90. Tem  sido, desde então, uma das vozes mais críticas da política externa americana, seja ela liderada por Democratas ou Republicanos.

Semanalmente, Nixon e Ritter fazem o ponto da situação militar na Ucrânia.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Ministro da Defesa Ucraniano dá razão aos comunas!

 Reznikov, ministro da Defesa, disse há dias: 

"A Ucrânia como país e as Forças Armadas da Ucrânia transformaram-se em (um) membro da NATO. "De facto", não de "jure" (legalmente)"

Ora desde o princípio que afirmámos que esta era uma guerra entre a NATO e a Rússia sobre os despojos do país, à custa do sacrifício do seu povo! Nem de propósito, já neste ano de 2023, o embaixador dor regime de Kiev no Reino Unido afirmava: 

"O Ocidente tem uma chance única. Não há muitas nações que se permitissem o sacrifício de tantas vidas, território e décadas de desenvolvimento pelo propósito de derrotar o arqui-inimigo"...

Que o Rui Tavares e o Livre apoiem a NATO numa guerra, já não deve surpreender ninguém, dado que não é de hoje! Que o outrora pacifista PAN (tal como os Verdes alemães...) se condoe com o sacrifício dos touros na arena, mas não o com a continuação da chacina de humanos na Ucrânia, a nós não nos surpreende, de todo! Mas que o Bloco de Esquerda queira apoiar a "resistência ucraniana" AKA "carne para canhão da NATO"... já poderá ser considerada uma espécie de (infeliz!) novidade...

Sobre esta guerra que já dura há quase um ano, logo no seu alvor afirmámos:

"Mas a guerra na Ucrânia não é apenas uma guerra entre ucranianos e russos: é sobretudo uma guerra por procuração em que os ucranianos são a carne para canhão usada pelo Ocidente/NATO na disputa com a Rússia pelo controlo dos recursos, mercados e despojos da própria Ucrânia."

Ao fim de quase um ano só os (muito) naifs ou os (deveras) oportunistas poderão continuar a insistir que esta guerra se trava entre a Ucrânia e a Rússia... e que a NATO se limita a ser uma "aliança militar defensiva" que assiste altruisticamente o povo ucraniano na luta pela sua "autodeterminação" e no respeito pelo "direito internacional", isto é: por tudo aquilo que nos últimos 25 anos espezinhou na Sérvia, Afeganistão, Iraque, Líbia ou Síria...

O Goebbels pediu demissão

 Arestovich , spin doctor de Zelensky, Baghdad Bob reencarnado, Goebbles wanna be do regime de Kiev, pediu demissão!

Porquê? Porque da última vez que os russos lançaram mísseis, mísseis daqueles que se tinham esgotado em Março de 2022... não mentiu tanto como era suposto!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Tanques e propaganda de guerra

Lembram-se do tempo em que a propaganda dizia que os ucranianos tinham capturado tantos tanques russos que até já possuiam (então)  mais tanques do que no início da guerra?

Estanhamente e pouco depois, a Polónia enviava mais de 200 tanques. E outros países do antigo pacto de Varsóvia que possuíam máquinas de guerra dos tempos soviéticos se seguiram...

E apesar das centenas de tanques que a propaganda andou a dizer que tinham sido capturados aos russos e das centenas de antigos tanques soviéticos recebidos na Primavera e  Verão do ano passado... não é que estranhamente veio, há poucas semanas atrás, o Chefe das forças armadas ucranias... pedir mais umas centenas de tanques, não para ganhar a guerra, (sequer!), mas para conquistar Melitopol!?!

Bizarro? É, pelo menos, caso para perguntar: onde foram parar todos esses tanques? À sucata ou ao mercado negro?

Para já, o Reino Unido prometeu enviar 14 tanques e a Polónia outros 14 - duas companhias! A França promete enviar um número não divulgado de "tanques ligeiros" e talvez a Alemanha possa enviar uns 100, mas só chegarão à Ucrânia daqui a um ano!

No início da guerra, os ucranianos teriam cerca de 2000 tanques! Dizem que capturaram centenas de novos tanques aos russos e receberam já outros tantos de ajuda militar... 

... e contudo a propagaganda de guerra garante agora é que é! Prometem que  50, 100, talvez 200 novos tanques farão a diferença e, quiçá, permitir ganhar a guerra...?

Não, não vão! Farão apenas prolongar o conflito à custa da destruição da ucrânia, da chacina do seu povo e do sacrifício e do empobrecimento dos trabalhadores de toda a Europa... e até dos Estados Unidos! para que a NATO se expanda, as armas se vendam e o império americano domine.

Horror em Soledar


Apesar de bastante gráfica, não deixa de ser uma pequena e pálida imagem da carnificina da guerra na Ucrânia. Muitos dos combatentes, se pudessem escolher, seguramente não estariam ali. Os mortos não são estatísticas: são pais, filhos, maridos, irmãos, são as vidas dos jovens e trabalhadores que se perdem enquanto os oligarcas gozam as suas vidas em grande, entre luxos e opulências, enquanto a Rússia e a Nato lutam pelo controlo da Ucrânia e pela predominância geopolítica, enquanto Zelensky alimenta o seu ego e engorda a sua conta bancária... 


... Mas depois há ainda os soldadinhos virtuais, os heróis do teclados, os rambos das redes sociais a regurgitar o Slava zucchine. Como se tudo não fosse mais do que um jogo da playstation, uma série da Netflix, um passatempo para existências vazias. Lutam encarniçadamente pela continuação da guerra, seja até ao último ucraniano, seja até ao último russo ... Escondidos atrás dum ecrã a 4000 quilómetros do front. Querem combater os russos? Porque não se voluntáriam? Não sabem que Zelensky precisa de carne para canhão, aka "voluntários? Ah pois... É por isso que a vossa bandeirinha no perfil, o vosso "combate virtual", a vossa estridente cobardia, são não apenas cúmplices da matança, mas insultos disparados sobre os mortos e aos que terão de fazer o seu luto. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Qual a importancia de Soledar?

 É um dos nós da segunda linha defensiva do regime de Kiev no Donbass, que compreende ainda Bakhmut e Siversk.

Se tiver de recuar, o exército ucraniano ainda poderá formar uma terceira linha defensiva (mais precária) ao redor de Slavianka, Kramatorsk e Kostyantynivka. 

E depois disto? Bom... até Lviv, o exército ucraniano tem ainda mais de 1200 quilómetros para recuar para sucessivas novas linhas defensivas. Deixa é de combater no Donbass...


terça-feira, 10 de janeiro de 2023

"Estamos a cumprir uma missão da NATO"

Ontem noticiávamos as declarações do embaixador do regime de Zelensky em Londres declarando que:

"Não há muitas nações no mundo que se permitissem o sacrífico de tantas vidas, territórios e décadas de desenvolvimento pelo propósito de derrotar o arqui-inimigo"

... "ARQUI-INIMIGO"? Como assim? Será que dois povos irmanados pela religião e pela língua, pela história e pela economia, de repente, ao fim de 1000 anos descobriram-se "arqui-inimigos"?

Alguns detratores deste blog avançaram com a hipótese de estarmos a "descontextualizar".. Quiçá fôssemos uma espécie de Bâmbi inocente na arena da geopolítica? Talvez! Ponderámos... Meditámos! Controlámos a respiração, não nos mexemos sequer! Como se fôramos monges budistas Zen num mosteiro em Taiwan enquanto a Nancy Pelosy aterrava em Taipé! ... Invocámos o senhor Buda e todavia... tropeçamos!

Tropeçámos nas recentes declarações do ministro da Defesa ucraniano: 

"Estamos hoje a realizar a missão da NATO. Eles não estão a derramar o seu sangue. Nós estamos. Por isso eles estão obrigados a fornecer-nos com armas (...) A Ucrânia é de facto um membro da NATO"

No sh1t, Sherlock! Estão a "derramar" o vosso sangue pela NATO?  

Mas o   quê?!? Vocês são um membro de facto da NATO...?!? Caramba! Não posso! Mas isso não era propaganda dos bots russos? Isso não era um dos "talking point" dos Putinetes e dos maluquinhos das conspirações?

Mas se vocês são um "membro de facto da NATO" por quem derramam o vosso sangue.. Por muito que o Jerónimo de Sousa se tenha engasgado, o que é que isso fará da Mariana Mortágua ou do Rui Tavares que aplaudiram de pé o Zelensky versão Zoom na AR, votaram depois alegremente sanções, envio de material militar e apoio à "resistência ucraniana" (AKA "missão NATO")? 

Idiotas úteis, ingénuos manipuláveis pelo algoritmo da internet ou incorrigíveis oportunistas?

Ucrânia em saldos


A época dos Saldos começou.. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

"Estamos a sofrer baixas a torto e a direito"

 


Vadym Prysktaiko não é um tipo qualquer, mas um diplomata de topo do regime de Kiev, tendo (entre outros cargos) sido Chefe da missão ucraniana junto da NATO ou ministro dos negócios estrangeiros. Hoje é embaixador em Londres e, numa entrevista à Newsweek, entre os vários tópicos da propaganda de guerra, temperados com cinismo diplomático q.b., deixou escapar a verdade:

"Estamos em guerra há quase um ano. Estamos a sofrer baixas a torto e a direito. Não anunciamos quantas dessas baixas são militares ou civis, mas pode imaginar que os números são enormes, indigeríveis. E as cidades, algumas estão totalmente destruídas."

Mas se o povo ucraniano está a sofrer esta catástrofe, alegrem-se as boas almas porque não será em vão e nós no Ocidente estamos (de acordo com Prystaiko) cheios de sorte, se não repare-se no que o diplomata diz um pouco mais à frente:

"O Ocidente tem uma chance única. Não há muitas nações no mundo que se permitissem o sacrifício de tantas vidas, território e décadas de desenvolvimento pelo propósito de derrotar o arqui-inimigo."

Esta é uma crua e brutal confissão!

O embaixador do regime de Kiev no Reino Unido reconhece que "décadas de desenvolvimento" estão a ser sacrificados nesta guerra. Se acrescentarmos que a Ucrânia do "pós-guerra" já foi vendida, é caso para perguntar o que de facto mais ameaça o futuro do país: um acordo de paz, mesmo que considerado desfavorável; ou a continuação da guerra, da destruição da Ucrânia, da literal venda dos seus recursos e da hipoteca, "por décadas", de "desenvolvimento" e da  sua soberania? 

Mesmo que ganhe a guerra e expulse o exército russo, o futuro da Ucrânia está traçado: ser um Estado-cliente dos Estados Unidos, uma fonte de matérias-primas e de mão de obra barata, empenhando a pouca riqueza que ficar no país na manutenção duma máquina militar que seja uma ameaça permanente a Moscovo.

De facto, não é pela "soberania", "independência" ou "futuro" que o povo ucraniano está a combater, a sofrer e a morrer. Soberania, independência, futuro foram já penhorados.  E o que fez o regime de Kiev para evitá-lo? Nada! 

1) Sabotou os acordos de Minsk;
2) Discriminou a minoria russófona do país durante 8 anos - abolindo o russo como língua oficial, perseguindo ativistas, encerrando estações de televisão, banindo partidos, literatura ou música;
3) Passou anos a armar-se para enfrentar militarmente a Rússia, para derrotar pela força das armas o separatismo no Donbass e conseguir recuperar a Crimeia;
4) Nas semanas anteriores ao início da guerra insistiu na reivindicação de entrada na NATO, provocando a Rússia com declarações incendiárias e com o recrudescimento exponencial do bombardeamento ao Donbass;
5) Já com a guerra em andamento, terminou com as conversações de paz em Istambul a pedido de Boris Johnson .

Muita gente satiriza o passado de ex-comediante de Zelensky. Mas Zelensky não é um palhaço, antes uma marioneta bem paga. O regime que preside começou com um golpe de estado em 2014, apoiado e financiado pelos Estados Unidos. Zelesnky e a sua trupe só se manterão no poder, só continuarão a gerir as "doações" Ocidentais, enquanto houver guerra. Não estão interessados na paz e vão continuar a sacrificar o povo ucraniano  as long as it takes para que o Ocidente tenha a "chance" de derrotar o seu "arqui-inimigo"!

Agora, nunca é demais relembrar que a Rússia também não é "inocente". Aquando do golpe Maidan em 2014, comportou-se como uma "grande potência" e tratou de assegurar os seus interesses "vitais" anexando a Crimeia. Depois, mais tarde, apoiou o separatismo do Donbass, ainda que de modo calculista Putin não quissesse reconhecer as suas declarações de independência (até Fevereiro de 2022...) mas usá-lo como contrapeso interno à trajetória pró-ocidental do regime de Kiev.

... Mas aqui chegados, relembro: neste blog nós não somos nem "pró-russos", nem "pró-ucranianos".  Não lutamos por uma Crimeia russa ou um Donbass ucraniano. Lutamos pelo internacionalismo proletário, pela paz e pelo socialismo.

E sabemos isto: "o inimigo principal está dentro de casa"! É nossa missão combater os nossos imperialistas, tal como é tarefa dos trabalhadores russo lidar com o seu governo. Se queremos a paz, teremos de derrubar os nossos exploradores - tanto no Ocidente como em Moscovo. Ou pelo menos, forçá-los a uma negociação de paz. Isso não acontecerá enquanto (deste ou "do outro lado") aceitarmos os sacrifícios que a guerra impõe e tivermos como horizonte não o fim da chacina, mas a capitulação incondicional do "outro".

domingo, 8 de janeiro de 2023

Update

 


Alex  Christoforou e Alexander Mercouris discutem os últimos desenvolvimentos no terreno da batalha militar e no campo geopolítico.

sábado, 7 de janeiro de 2023

Mais armamento enviado para a Ucrânia


 

Brian Berletic esmiúça os últimos anúncios de envio de armamento para a Ucrânia...

Valores €uropeus


 

Putin Terrorista


Um frase vale mais que mil imagens!

 

A NATO precisa de carne para canhão!

Soldadinho virtual da Ucrânia, guerreiro do teclado, herói das redes sociais: 

Não percas esta fantástica oportunidade profissional. Há uma carreira à tua espera: a carreira de tiro!

Se queres combater os russos e salvar o mundo livre, não te fiques por bate-bocas na internet, a 4 mil quilómetros de distância! É preciso dar o corpo ao manifesto e agora tens essa chance: A NATO precisa de ti! A NATO precisa de mais soldados. A NATO precisa de mais carne para canhão...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

A guerra para Totós 1

 Nesta secção iremos enfrentar uma questão pertinente: como explicar a guerra para os totós? Tarefa difícil na era das redes sociais que ainda imbecilizam mais a informação, acrescentando aos tradicionais soundbites dos tabloides (aka mass média), um manancial de fake news, memes, trolls, bots, tiktoks, hashtags, trends, tudo multiplicado pelo algorítimo e dividido pelos 280 caracteres do Twitter. Quanto mais a informação e análise são reduzidas ao nível do slogan publicitário, mais poderosa a propaganda se torna... Mãos à obra, portanto!

"Há um país invadido e um país invasor"

Este é daqueles truísmos supostamente mais autoevidentes: se há um país invadido e um país invasor, é nossa obrigação moral ficar do lado e apoiar os invadidos, certo...? Errado!

Em 1914 o império da Áustria-Hungria declarou guerra e invadiu a pequena Sérvia. Devido aos sistemas de alianças da época, estar nessa altura do lado do país invadido, era estar ao lado da Rússia , da França e da Inglaterra que disputavam a hegemonia mundial com a Alemanha e os seus aliados (Áustria-Hungria e Turquia). Estar do lado do país invadido, era estar do lado dos maiores impérios da época. Como é que alguém de esquerda poderia ou pode conceber tal coisa, ultrapassa-me!

Em 1959, face à repressão sobre a resistência comunista no Vietname do Sul, o Vietname do Norte começou a enviar armamento e militares pelo trilho Ho Chi Minh. Havia um país invadido e um país invasor. Mas neste caso, ficar do lado do país invadido significava apoiar a ditadura fantoche ao serviço dos Estados Unidos e, mais tarde, a própria intervenção militar direta americana. Como é que alguém de esquerda poderia ou pode conceber tal coisa, ultrapassa-me!

Em 1961 a União Indiana invadiu Goa, Damão e Díu que eram territórios portugueses. Havia um país invadido e um país invasor. Estar em 1961 do lado do país invadido, era estar do lado de Salazar e do império colonial português. Como é que alguém de esquerda poderia ou pode conceber tal coisa, ultrapassa-me!

Muitos outros exemplos poderiam ser apresentados ao longo da História. Há países invadidos e invasores, mas isso não esgota o problema. A guerra (que é sempre um evento trágico) tem de ser compreendida pelas suas motivações materiais, pelas classes e pelos interesses envolvidos, pelos fins políticos que se procuram alcançar por meios militares.

Quando o secretário-geral da NATO afirma que "uma vitória da Rússia será uma derrota da NATO" , então o que está dizendo, verdadeiramente, é que a guerra da Ucrânia é uma guerra entre a Rússia e a NATO, onde os ucranianos são a carne para canhão. Há um país invadido e um país invasor. Estar em 2022 do lado do país invadido é estar do lado da NATO e do império americano que, já depois do fim da guerra fria, bombardearam, invadiram e ocuparam a Somália, o Sudão, a Sérvia, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia, a Síria. Como é que alguém de esquerda poderia ou pode conceber tal coisa, ultrapassa-me!

Mas se estes exemplos não bastam, vamos ao argumento para Totós: se tu és adepto do Sporting, porque quererias apoiar o Benfica ou o Porto num jogo entre eles? Se pudesses escolher... perdiam os dois, ou não?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

As últimas da guerra


 

O picador de carne em Bakhmut

Entre o nevoeiro cerrado da propaganda de guerra, é possível encontrar aqui e acolá alguns relatos mais realistas sobre a condução da guerra no Donbass - onde não se encontram sequer a esmagadora maioria dos correspondentes de guerra... que preferem "corresponder-se" a partir das imediações dum Hotel em Kiev.

Reproduzimos o relato de Maria Senovilla à estação de rádio "onda Madrid:

"O que está sucedendo na batalha de Bakhmut? As notícias que estamos recebendo reportam a morte de  muita gente. Sim, temos de olhar para o Donbass porque Bakhmut é precisamente o ponto mais negro da guerra na Ucrânia. Esta semana, tanto o Instituto para os Estudos da Guerra, que é um prestigioso think tank americano, como outros think tank internacionais, concluíram que até 400 soldados ucranianos estão a ser mortos e ferido diariamente em Bakhmut.

E, para além do número, que é só uma estatística, tive a oportunidade de falar nos últimos dias com diferentes fontes militares, tanto oficiais como combatentes que têm estado lá, e o que contam é de eriçar o pelo. A cidade continua sob controlo ucraniano, mas as tropas russas colocaram a sua artilharia suficientemente próxima para disparar sobre a cidade, mas longe o suficiente para não expor em demasia os seus efetivos. Entretanto, o exército ucraniano, porque tem de defender o terreno, tem muita infantaria, unidades ligeiras, companhias paramilitares, que pouco podem fazer contra bombas. Esta frente de combate tornou-se num verdadeiro picador de carne. Essa é a forma mais cura de o descrever.  

Agora mesmo é uma das mais importantes, se não a mais importante fonte de preocupações para as forças armadas de Zelensky. Os nossos ouvintes estarão a interrogar-se sobre qual a importância de Bakhmut, para que haja o compromisso de defender esta posição à custa de tão alto sacrifício de soldados. Bakhmut não é uma cidade icónica como Severdonetsk era, onde uma das grandes batalhas desta guerra também teve lugar. Bakhmut não é esse tipo de cidade icónica. Contudo, é um centro de comunicações chave para o abastecimento das tropas ucranianas na província de Donetsk, e é também a barreira que contém o avanço das tropas do Kremlin em direção a Sloviansk e Kramatorsk. Se as tropas russas tomassem estas duas cidades, ganhariam praticamente todo o controlo sobre o Donbass, algo que Putin já poderia vender como uma grande vitória. Assim podem imaginar os esforços que o Kremlin coloca na tomada de Bakhmut e o que custa aos ucranianos para defendê-la." 


Nesta peça de 12 de Dezembro é relatado que 400 soldados ucranianos são mortos ou feridos diariamente na batalha de Bakhmut. De lá para cá o número terá ultrapassado os 10 mil. Ainda há quem se recuse a acreditar no número de baixas apontado por Ursula Von Der Lier? De facto, em face a este constante massacre, empalidece o número de baixas russas em Makeyevka sob o ataque de mísseis Himar. Mas também coloca em em evidência o papel manipulador da imprensa que divulga até à exaustão qualquer sucesso ucraniano (por mais esporádico ou inconsequente que seja), mas silencia permanentemente as suas horríveis perdas humanas e materiais...

Entretanto a Batalha de Bahkmut continua, mas o canal HistoryLegends apresenta uma atualização da situação militar.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Ponto de situação militar


Douglas Mcgregor, coronel (reformado) do exército americano é um dos 'bots russos' que vale a pena ir seguindo, pela acutilância das suas análises e por um pensamento militar pouco convencional e conforme os dogmas do establishment militar americano.

Acordos de Minsk: a farsa


Poroshenko, o antigo presidente da Ucrânia, começou por afirmar que os Acordos de Minsk "nada significaram" a não ser uma oportunidade para "criar umas forças armada poderosas".

Depois Angela Merkel, ex-chancelerina alemã, veio reforçar essa ideia clamando que tudo não passara dum logro para "dar tempo" à Ucrânia.

Finalmente Hollande, que pouca gente ainda se lembra que foi presidente da França, veio confirmar a farsa, explicando que agora "o exército ucraniano é completamente diferente daquele de 2014. Está melhor treinado e equipado. Esta oportunidade ao exército ucraniano foi alcançada graças aos acordos de Minsk".


Assim sendo e até prova em contrário, o "anti-Cristo" e "novo Hitler" Vladimir Putin foi o único estadista que (aparentemente) de boa fé tentou resolver por via diplomática e negocial a guerra na Ucrânia, através dos acordos de Minsk que garantiriam a permanência do Donbass na Ucrânia, embora numa arquitetura federal que permitissem às comunidades russófonas assegurar a sua língua, herança cultura e modo de vida.

Não é que Putin me suscite grande empatia ou confiança, mas não deixa de ser caso para dizer... 

"E esta hein"?

Makeyevka


 Alex Christoforou e Alexander Mercouris comentam o ataque ucraniano em Makyevkpa,  e as suas possíveis consequências...

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Marcelo Rebelo de Sousa confessa

 "Estamos numa guerra"

Ao referir-se sobre o caso "Alexandra Reis", o presidente da república confessou/descaiu-se e perentoriamente afirmou: "Estamos numa guerra e crise económica e financeira."

Estamos? Algum país declarou guerra a Portugal? Não! 

Então, se nenhum país entrou em guerra connosco, a conclusão lógica é que fomos "nós" quem decidiu entrar em guerra com um terceiro país! Uma guerra "não declarada" que foi decidida nas costas do povo português e à margem até do funcionamento "normal" das instituições e das leis do país, pois cabe ao Presidente da República:

"Declarar a guerra, em caso de agressão efetiva ou iminente, e fazer a paz, sob proposta do Governo, ouvindo o Conselho de Estado e mediante autorização da Assembleia da República ou, quando esta não estiver reunida nem for possível a sua reunião imediata, da comissão permanente."  - 

Lei da Defesa Nacional


Cabe ainda dizer que, se não estivéssemos "numa guerra", talvez não sofrêssemos (ou não viéssemos a sofrer tanto) a tal "crise económica e financeira" de que fala o presidente... Enfim, o que mais surpreende nem é tanto a confissão/desleixo de MRS, mas haver tanta gente que ainda nega que a guerra da Ucrânia, é uma guerra entre a NATO e a Rússia, com os ucranianos a fornecerem a carne para o canhão...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Bloco de Esquerda tenta sacudir a água do capote

Catarina Martins veio há dias afirmar que a inflaçao já estava a subir antes da guerra. Pois estava: a inflação predede a guerra e é um sintoma da crise capitalista. Porém, a guerra veio acelerar brutalmente a subida da taxa de inflação.

Inflação em dezembro de 2021: 2,7%

Inflação em dezembro de 2022: 9,6%

A guerra que o Bloco de Esquerda apoia sob o eufemismo de "apoio à resistência ucraniana" e a política de sanções que tem defendido sob a máscara das "sanções aos oligarcas" têm alimentado (e de que maneira!) A inflação que come salários, pensões e rendimentos, empobrecendo a classe trabalhadora.

E não será possível reverter esse empobrecimento enquanto durar a guerra, incluindo a guerra ecómica entre o Ocidente e a Rússia. O Bloco sabe disso, mas por causa da sua capitulação ao imperialismo da NATO, tem de assobiar para o lado, enquanto propõe medidas avulsas que não passam de panaceias que aliviam as dores, mas não vão à raiz do problema.

Ao invés de negar a realidade, o Bloco de Esquerda está sempre a tempo de emendar o erro e poscionar-se no combate político à guerra, isto é, colocar-se na defesa dos interesses dos trabalhadores e dos povos, também do povo ucraniano.