sábado, 31 de dezembro de 2022

Manifestação pela guerra


Eram pouco mais que meia-dúzia. Não querem a paz, exigem a NATO. 

Se quisessem a paz não exigiam a intervenção da organização militar "defensiva" que, já depois do fim da guerra fria, bombardeou durante 80 dias a Sérvia sem dó nem piedade, invadiu e ocupou o Afeganistão durante 20 anos ou reduziu a Líbia a escombros - até hoje!

Se quisessem a paz, não rogavam àqueles que podiam ter evitado esta guerra, mas quiseram-na e preparam-na, servindo-se agora do povo ucraniano como carne para canhão, enquanto lucram obscenamente com o conflito.

Se pedissem a paz não exigiam à NATO que "encerrasse o espaço aéreo" da Ucrânia ou que interviesse com militares no terreno, conduzindo a um enfrentamemto direto entre tropas americanas e russas - a antecâmara do holocausto nuclear.

A suserania sobre o Donbass ou a Crimeia não vale mais que a vida de todos nós que vivemos no planeta Terra. E nem sequer é certo que a maioria da população dessas regiões queira continuar na Ucrânia... Na verdade, é até duvidoso que valham sequer o preço que o povo ucraniano está e ainda terá de  pagar por esta guerra que o seu (des)governo não quis evitar. Pelo contrário: no fim desta guerra, qualquer que seja o seu desenlace, a Ucrânia estará nas mãos, não do seu povo, mas nos bolsos dos seus credores, financiadores, patronos e "aliados".

Desde pedir a intervenção directa da NATO, até mentir sobre o míssil que caiu na Polónia, passando por sugerir um ataque ao Irão, o regime de Zelensky tem sistematicamente procurado a escalada e o alastramento da guerra actual. E é o que querem estas duas dúzias de manifestantes.


PS: por muito trágica que seja (e é!) esta guerra, por muitas vítimas inocentes que provoque (e provoca!) não há um genocídio a acontecer  na Ucrânia. "Genocídio" foi o que os seguidores de Bandera (herói nacional da Ucrânia) perpetraram sobre os polacos.

Previsões para 2023?

 


Garland Nixon é um dos nossos "Bots Russos" preferidos:  possuidor de um apurado sentido de humor, duma ironia clarividente e duma eloquência chã e assertiva.

Nem sempre concordaremos com os seus pontos de vistas, mas vale a pena ir acompanhando as suas reflexões, sempre dum ponto de vista de esquerda.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

A Ucrânia regressa à era do vapor

 


Devido aos ataques russos à rede eléctrica por aqueles mísseis e drones que Zelensky diz abater, viram-se os ucranianos na contingência de recorrer a locomotivas a vapor.

Diz Alexander Mercouris que havia duas locomotivas a vapor em toda a Ucrânia e que foram resgatadas de museus. Não sabemos se é assim ao certo, mas manifestamente as consequências dos ataques russos à rede eléctrica fazem-se sentir, não obstante os ucranianos abaterem 99% dos mísseis e drones.

Esta é uma imagem da Ucrânia a regressar à era do vapor. Vamos deixar a guerra seguir o seu curso e permitir que retroceda à idade da pedra?

A queda dos Oligarcas

Neste caso e, por vezes, a queda é literal: duma janela no 7* andar para a calçada. Desde o início da guerra que, periodicamente, somos informados da morte de mais um oligarca russo em condições misteriosas. Em Setembro a Euronews fez uma lista e era maior que aquela que eu levo ao supermercado - eram então já 8 as vítimas ou das más coincidências ou do longo braço de Vladimir Putin. Ainda está por se apurar, embora eu não acredite em coincidências... até porque entretanto parece que morreram mais 2 pelo Natal.

A imprensa ocidental tem chorado a morte destes oligarcas que (dizem) eram críticos da invasão russa da Ucrânia. Sinceramente, não consigo verter uma lágrima por (literais) bandidos que durante 30 anos enriqueceram pornograficamente através do saque da riqueza criada pelo trabalho de gerações de soviéticos, bandidos que passaram os últimos 30 anos a comer da gamela que primeiro Ieltsin e depois Putin lhes serviu.

O problema do Ocidente não é que Putin seja um ditador que mata os seus oponentes. Diariamente o Estado de Israel mata na Palestina, Líbano ou Síria, não apenas "opositores" mas civis desarmados, jornalistas, crianças e, se for preciso, a Georgina Rodriguez tem mais cobertura jornalística. E nem vale a pena falar dos políticos: quando não fecham os olhos, fecham negócios com Israel.

O problema do Ocidente com Putin não são os "direitos humanos", a 'democracia", ou o "Estado de direito". O problema é que Putin é um gangster rival dos  gangsters que governam os Estados Unidos e a UE. Um gangster que lhes faz frente e que os ameaça. Fosse ele fraco e bêbado como Ieltsin (que lhes rendeu o país) e  até se riam, enquanto lhe davam pancadinhas nas costas e o felicitavam por encerrar o parlamento russo ou  ganhar eleiçoes viciadas.

psa queda de alguns oligarcas não significa a queda da oligarquia

Cabaret da Coxa

 


De acordo com a BBC NEWS Ucrânia a nova embaixadora do regime de Zelensky na Bulgária tem uma extensa experiência como.. psicoterapeuta e sexolóloga! Já no campo das relações internacionais, qualificam-na para o cargo "ser fluente em inglês" e ter obtido um 'diploma com louvor" em "Estudos Locais".

Uma biografia oficial ainda não foi publicada, mas em contas de redes sociais os jornalistas  descobriram que a sra. Olesya Ilashchuk também se apresenta ora como "especialista em processamento de pedras preciosas', ou então como "psicóloga clínica, terapeuta familiar sistémica, terapeuta gelstática (?) e sexo-consultora".

Para além das ondas de choque na própria Ucrânia, parece que na Bulgária esta nomeação também gerou sentimentos de despeito e menosprezo. Vá-se lá saber porquê, certo? Pelo menos é indesmentível que ainda agora tomou posse  mas, a antiga terapeuta do sexo, já começou a agitar o corpo diplomático...

As linhas defensivas no Donbass

Brian Berletic faz uma atualização dos combates no Donbass, com especial ênfase nas linhas defensivas que os russos estão a construir junto à linha de contacto, por todo o Donbass.

Estas linhas defensivas implicitamente atestam que, infelizmente e a menos que as povos se rebelem, esta guerra veio para durar... anos?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Matemática Ucraniana

Hoje houve um novo ataque de mísseis russo, o que é estranho! 

Porque, como é do conhecimento geral, a Rússia está a ficar sem mísseis desde o princípio da guerra. E como é do senso comum, a Ucrânia abate 99% dos mísseis e drones. Quando lá pela Primavera chegar o único sistema Patriot cedido pelos Estados Unidos, os ucranianos serão capazes de destruir 220% dos mísseis que os russos deixaram de ter desde Março de 2022.

Só não é cómico, porque é uma tragédia: a destruição dum país chamado Ucrânia, enquanto os mass média vão mentido descarada e impunemente para que a opinião pública não ceda no seu apoio à continuação da chacina. 

Hoje terão sido lançados mais de 120 mísseis, de acordo com um conselheiro de topo de Zelensky. Porém, mais tarde, veio o chefe militar ucraniano subtrair quase metade e explicar que afinal só tinham sido disparados 69 mísseis, dos quais 54 foram abatidos.  

Não obstante ocorrências por todo o país e apesar de se desconhecer os alvos destes ataques, o fantasma de Kiev, ou alguém por ele, conseguiu destruir TODOS os 16 mísseis russos dirigidos contra a capital da Ucrânia. Apesar de terem sido todos abatidos, os mísseis russos conseguiram causar (de acordo com o ministro da energia ucraniano) uma "situação difícil na região de Kiev", onde 40% da população ficou sem electricidade.

A contabilidade criativa do regime de Zelensky continua. A caixa de ressonância da imprensa ocidental burguesa também. 2+2=5


Chefe dos mercenários americanos desbronca-se

 


Andrew Milburn, antigo coronel dos marines americanos, fundador do grupo de mercenários Mozart que tem actuado na Ucrânia nos últimos meses, seja em combate ou treino das forças ucranianas, concede uma surpreendente e (para alguns...) chocante entrevista, que pode ser vista na integra Aqui.

Pontos altos:

Ucrânia: "é uma sociedade doente, corrupta e fodida". "Eu não sou um grande fã da Ucrânia"

Governo ucraniano: "fucked-up people"

Soldados ucranianos: "não deviam matar tipos que se rendem. Cometem atrocidades".

Objectivo da guerra: "isto não é sobre a Ucrânia. É sobre Putin."

Os acordos de paz foram um logro


Em nova entrevista, desta vez ao Corriere della  da Sera, Angela Merkel confessa novamente (para que não restem dúvidas?) que os acordos de Minsk foram um embuste: 

"Os acordos de Minsk em 2014 representavam a tentativa de dar tempo à Ucrânia. A Ucrânia aproveitou este tempo para se tornar mais forte, como se vê hoje. O país de 2014/15 não é o mesmo de hoje. E duvido que a Nato pudesse ter feito muito para ajudar como o faz hoje".

É risível a conversa sobre "a Ucrânia aproveitou este tempo para se tornar mais forte'. No início de 2022 a Ucrânia continuava a ser um dos países mais pobres (e corruptos) da Europa. Quem "aproveitou o tempo" foi o Ocidente que fingiu patrocinar um acordo de paz para acabar com a guerra civil no Donbass, e depois  passou estes anos todo a financiar, armar e treinar o exército ucraniano - de acordo com o Washington Post, foram pelo menos 10 mil militares  por ano.

"Sabíamos que era um conflito congelado, que o problema não estava resolvido."

Ora se o problema "não estava resolvido" e os acordos de paz eram um logro para "dar tempo" à Ucrânia... de que outra modo poderia o problema então ser resolvido senão pela força das armas, das armas que tão afanosamente o Ocidente andou a providenciar à Ucrânia?

É de facto extraordinário como os lídere da UE e dos Estados Unidos conseguem repetir o mantra da "invasão injustificada" sem se rir...

A única nota positiva é que Merkel garante não estar disponível para assumir um papel nas futuras negociações de paz. Óptimo!  Talvez assim, da próxima vez, o tratado de paz não seja a fingir.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Sobre a soberania da Ucrânia

Zelensky anuncia que estará na próxima conferência do Fórum Económico Mundial, em Davos, para assinar protocolos e contratos com a Blackrock, uma das maiores gestoras de ativos financeiros no mundo, para a reconstrução do pós-guerra com a americana. Esta empresa irá canalizar, organizar e gerir os futuros investimentos na "reconstrução" do país.

O curso há muito que está decidido : no dia em que se calarem as armas, a Ucrânia será posta em hasta pública através dum programa de choque com privatizações e venda de recursos, acordos comerciais e uma dívida impagável.

O processo de transformação da Ucrânia num estado cliente, iniciado com o golpe Maidan em 2014, tem desde já a sua derradeira  conclusão definida: talvez se consigam ver livres dos russos, mas os ucranianos não se vão conseguir livrar das elites capitalistas de Davos. 

The Duran: "Bots Russos" à conversa

 


Alexander Mercouris e Alex Christoforous discutem as últimas notícias e rumores da guerra. Os dois animam a comunidade The Duran. Como sempre sucede nesta secção de "Bots Russos", fazemos questão de frisar que não nos revemos necessariamente nas posições ou opiniões formuladas, mas valorizamos os factos desvendados e os pontos de vista alternativos à lavagem cerebral mediática em curso. 

O Financial Times tem um deslize...


Numa extensa peça laudatória sobre as proezas do exército ucraniano por contraste com a incompetência genética russa (o abc da propaganda de guerra, portanto), o britânico Financial Times, porta-voz do stablishment, deixou em dado momento escapar a verdade!

"As forças ucranianas... certamente têm os seus próprios problemas. As suas baixas têm sido elevadas, muitas unidades não estão apropriadamente treinadas, algumas claramente sofrem de extrema fadiga e precisam de mais armas e munições".

Isto da Ucrânia precisar sempre de mais armas e mais munições nem é propriamente "novidade"! 

Porém, a confissão do elevado número de baixas, associado ao fraco treino de muitas das tropas e da sua extrema fadiga, põe a nu a crescente dificuldade por parte de Kiev em compensar as perdas resultantes da guerra de atrição que combatem com a Rússia... até ao último ucraniano?

Ursula Von der Lier e a gaffe de revelar o número de baixas ucraninas

Para os imperialistas ocidentais, os ucranianos valem tanto como valeram os curdos, os afegãos, os palestinianos, os guatamaltecos, os somalis, os vietnamitas... enfim: não valem 2 tostões furados.

Mas como não estamos por dentro das informações classificadas dos Estados-maiores, não temos forma de saber, de ciência segura, quem soçobrará de exaustão humana e material primeiro: se a Rússia ou se a Ucrânia, ainda que apoiada por toda a NATO.

Uma coisa é certa: a Ucrânia, mesmo que vença a guerra, sairá destruída, despovoada (ou alguém julga que os milhões de refugiados algum dia voltarão?), com uma juventude morta ou mutilada, endividada (as armas terão de ser pagas...) e com os recursos naturais a saque pelos patronos ocidentais. 

... E com toda a maldade e sede de glória e poder que queiram atribuir a Putin (líder "bonapartista" dum país capitalista, com ambições imperialistas), a pergunta fica: fez a liderança ucraniana tudo o que estava ao seu alcance para evitar esta guerra, uma guerra que o Ocidente sempre quis?

"Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, ser aliado é fatal". Henry war criminal Kissinger

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Brincar às Cimeiras da Paz

O ministro dos negócios estrangeiros da Ucrânia anunciou a intenção de organizar uma cimeira da paz mediada pela ONU sem a presença da... Rússia! 

Ou melhor: o governo russo poderá participar em conversações de paz com a Ucrânia, mas só depois de ter sido julgado por crimes de guerra. 

Isto é o mesmo que dizer que os ucranianos só aceitam conversações de paz com um governo russo, que não este. E o que sucede até que um Navalny qualquer se sente Kremlin? Continua-se com a guerra, nem que seja até ao último ucraniano... porque esta guerra (como sabem em kiev...) não é sobre a Ucrânia, mas sobre um hipotético "regime change" em Moscovo.

... e lá para Fevereiro, "celebrando" um ano de guerra, há-de se organizar um show off qualquer que permita ao Zelensky angariar fundos e exposição mediática.

E com um bocado de sorte, entre muita propaganda, ainda lhe arranjam mais umas armas na cimeira da "paz".

A estratégia militar russa no Donbass

A propaganda de guerra diariamente apresenta o exército russo como incompetente, fraco e à beira da derrota. O número de vezes que já foi afirmado que os russos estavam a ficar sem munições, mantimentos ou mísseis tornou-se... Épico?

O objetivo é claro: convencer a opinião pública que a vitória está à mão de semear, que é preciso fazer apenas só mais alguns sacrifícios, enviar mais uns biliões e mais uns sistemas de armas. Ao caricaturar o exército russo, a propaganda de guerra tenta manter o apoio das massas ao "esforço de guerra" e à continuação do conflito.

Mas se os russos não são assim tão maus, outras questões emergem: Porque se arrasta a guerra? Porque avançam os russos tão lentamente no Donbass? Porque se luta há 5 meses em torno de Bakhmut?

Brian Beerletic, vererano dos corpo de marines americanos explica a guerra de atrição que a Rússia conduz.  Tem um canal no youtube de excelência e que vale a pena ser seguido.



O reforço militar russo


Não estamos a falar da mobilização dos 300 mil reservistas para a guerra da Ucrânia, mas dos projectos de expansão e fortalecimento das forças armadas russas, a começar já em 2023.

Há dias o ministro da defesa Shoigu anunciou a intenção de acrescentar 5 novas divisões de artilharia, 8 regimentos de aviação de bombardeiros, 1 regimento de caças,  3 divisões de infantari motorizada, 2 divisões aeroransportadas e 6 brigadas de aviação de combate.

Pela nomenclatura dos novos corpos militares a serem criados, percebe-se que não serão soldados simplesmente armados com AKs47... no total serão acresentados mais meio milhão de homens, perfazendo as forças armadas russas um total de 1 milhão e meio, quase metade dos quais, voluntários sob contrato.

Os responsáveis do Kremlin esperam pagar este reforço militar com o encaixe financeiro obtido através da alta de preços do gás e petróleo, fruto da guerra e das sanções do Ocidente.

Mas mesmo que assim fosse, isso significaria que esse encaixe seria desviado do investimento económico e da melhoria das condiçôes de vida da população para o reforço militar. Na prática, suspeitamos que mais recursos terão de ser alocados e que um esforço suplementar será pedido aos trabalhadores russos para custear tão ambicioso plano.

Ora as sanções e a guerra económica, o cancelamento da cultura russa, todo a histérica russofobia manifestados pelo Ocidente, apenas tiveram o condão de (pelo menos temporariamente) agregar a maioria da população russa em torno dos seus dirigentes e é provável que, durante algum tempo, os sacrifícios sejam aceites.

Quanto à NATO, os Estados Unidos já anunciaram um aumento de 8% no orçamento militar (de longe o maior do mundo) para 2023. E, apesar da crise, os vassalos europeus também serão pressionados a expandir os gastos com a Defesa.

Esta renovada corrida aos armamentos é uma má notícia para todos os trabalhadores: tanto russos , como ocidentais.

My kind of woman!


Lamento não ser irlandês pelo whiskey, pelos Pogues e pela Clare Daly. 
A Clare é a eurodeputada que todos os países deviam ter, mas só a Irlanda tem! Mais que "obrigatório" é imperativo ir acompanhando as suas intervenções.

... Mas já que estamos numa de "Bots Russos", aproveito e sugiro o Left Lens - um canal YouTube animado pelo norte-americano Danny Haiphong. Costuma ter convidados interessantes e procura uma abordagem das questões da política internacional através dumas "lentes de esquerda".



segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

E os 250 milhões prometidos/enviados à Ucrânia?

 Anda aí meio mundo a rasgar as vestes com o meio milhão que uma girl do PS recebeu de "indemnização" da TAP. É justo! E o que é feito dos 250 milhões prometidos/enviados a um dos países mais corruptos do mundo, alguém ainda se lembra?

Os google maps da guerra

Nesta secção de Bots Russos apresentamos fonte de informação alternativas ao mainstream m€rdia. Nem sempre estamos (ou estaremos de acordo) com as análises veiculadas mas valorizamos o manancial de de dados e factos providenciados. Por vezes até são capazes de dizer algumas verdades...

Alguns canais Youtube que funcionam como GPS no terreno...

Military Summary

Defense Politics Asia

 Rybar - entre outros canais publicado em Itarpikanmaa2

New World Econ

Weeb Union 

Оружейный Мастер



Ucrânia incita um ataque ao Irão!

 

A insanidade do Regime de Zelensky parece não ter limites!

Desde o princípio que tem procurado, sem os mínimos pudor ou prudência, o alastramento do conflito.

Quem não se lembra, nos primeiros dias da invasão russa, dos seus apelos para que a NATO encerrasse o espaço aéreo da Ucrânia, mesmo que isso conduzisse a um enfrentamento direto entre pilotos russos e ocidentais?

Quem já esqueceu a sugestão do presidente ucraniano para que se realizassem ataques nucleares "preventivos" sobre a Rússia?

Fresca na memória deve (deveria?) estar ainda a mentira sobre o míssil ucraniano que caiu na Polónia, matando duas pessoas, e sobre o qual Zelensky mentiu, sabendo que mentia e insistido na mentira, dizendo que o míssil era russo e procurando que a NATO e a Rússia entrassem direta e abertamente em guerra - já não apenas através da proxy Ucrânia...  Se lhe tivessem feito todas as vontades, o regime de Zelensky já teria arrastado o mundo para a 3ª Guerra Mundial. 

Mas as provocações e instigações imprudentes e alucinadas não param! 

Em pleno Natal, Mykhailo Podolyak assessor de topo e confidente de Zelensky (presente nas tentativas de negociações de paz com a Rússia), que controla toda a informação proveniente do gabinete presidencial e coordena as várias declarações ministeriais, veio publicamente pedir um ataque às instalações que no Irão fabricam (de acordo com as acusações ucranianas) os drones que os russos usam nos bombardeamentos à rede elétrica do país.

Isto não são bitaites dum Yuriy qualquer, numa tasca de Lviv a beber vodkas com os amigalhaços do Batalhão Azov. Isto são declarações, sugestões, sonhos húmidos verbalizados e conscientemente proferidos à imprensa internacional por uma das figuras-chave do regime de Zelensky!

As consequências  no Médio Oriente que se seguiriam a um ataque norte-americano desta natureza sobre o Irão, seriam catastróficas atirando o planeta, literalmente, para o caminho da autodestruição mútua. Mas é por este regime, são por estes extremistas dementes, que os trabalhadores  são chamados na Europa (e no mundo) aos maiores sacrifícios e empobrecimento. Lembra-te disto da próxima vez que ouvires o mantra do "slava zucchine!"

domingo, 25 de dezembro de 2022

A guerra e a crise


António Costa falou e disse umas baboseiras ao país. Há um ano, antes de começar a guerra, a inflação estava abaixo dos 3% e agora anda na casa dos 10%. Os juros para compra de casa dispararam de 0,83% para os 2,86%. O agravamento das taxas de juro pode custar centenas de euros mensais a uma família.

Enquanto durarem a guerra e as sanções a vida dos portugueses não vai melhorar. Venha quem vier para o lugar do Costa. Mentalizem-se.

Foi você que pediu uma sanção?

 No primeiro dia do Inverno, o governo sueco avisou a população para a iminência de "cortes de energia sem precedentes" apesar do brutal aumento dos preços energéticos no país.

Num cenário digno dum filme série b sobre um apocalipse zombie, o governo aconselha que cada família conserve consigo um rádio de pilhas, lanternas, água e comida enlatada e pré-cozinhada.

Ao mesmo tempo que afirma não querer causar "alarmismo', pediu o ministro da proteção civil aos seus cidadãos que poupem energia e escolham uma divisão da casa para permanecer e assim preservarem o "calor ao máximo" em caso de cortes de energia prolongados.

Bots Russos

Quem não se cinge à narrativa dominante e expressa pontos de vista contrário, é logo apontado como um "putinista". 

Nesta secção de "Bots Russos", iremos apresentar fontes de informação alternativas. Nem sempre estamos (ou estaremos) de acordo com os pontos de vista destes "Bots Russos", mas eles providenciam importantes mananciais de dados e factos. Por vezes até são capazes de dizer algumas verdades inconvenientes...

Alexander Mercouris, jurista radicado em Londres, anima com Alex Christoforou a comunidade The Duran. Tem o seu próprio canal onde relata diariamente o curso da guerra no terreno e as ramificações geo-políticas do conflito.



sábado, 24 de dezembro de 2022

War is over if you want to

 


Perseguições religiosas na Ucrânia


Depois de ter encerrado estações de televisão que lhe eram adversas, depois de ter banido 11 partidos, depois de ter prendido centenas de opositores, depois de limitar direitos sindicais, depois de ter proibido livros e músicas, chegou a vez do regime de Zelensky cercear e reprimir a liberdade religiosa no país.  A desculpa é sempre a mesma:ligações à Rússia. E se não existirem? Inventam-se.

No princípio deste mês, em plena época do Advento, soube-se que Zelensky dera luz verde para que se avançasse com legislação que visará, na prática, o banimento da Igreja Ordoxa da Ucraniana, a proibição das suas práticas religiosas e o confisco dos seus bens. Para além de avançar com legislação, o regime de Zelensky avançou também com a SBU (polícia política) que realizou uma série de rusgas

Pouco interessa que a Igreja Ortodoxa Ucraniana tenha condenado a invasão russa do país, ou que tenha uma prática e uma organização religiosa totalmente independente da Igreja Ortodoxa Russa, salvo pelos laços canónicos que se mantêm.

Não é que o regime de Zelensky se sinta ameaçado por hipotéticas conspirações de sacristia ou por aulas de catequese. O que o regime de Zelensky pretende é impôr pela força e pela censura a uniformização cultural dum país que, desde a sua independência em 1991, sempre foi multilinguístico, multicultural e multiétnico. 

O regime de Zelensky não está apenas em guerra com a Rússia, está também em guerra contra uma parte da sua população. 


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

A montanha pariu um rato

RTP MEMÓRIA
Ngo Dinh Diem, presidente do Vietname do Sul. 
Seria posteriormente derrubado e executado 
num golpe de estado "tolerado" pelos Estados Unidos.


Apesar da pompa e triunfalismo do espectáculo montado para receber Zelenky e conseguir a aprovaçao de mais 45 biliões para o "projecto Ucrânia", estamos em condições de afirmar que as aparências iludem!

Era para ser uma demonstração de inequívoca unidade, mas falhou redondamente: de acordo com a norte-americana The Hill, 86 dos 213 representantes Republicanos decidiram não aparecer para a festa. Mais de um terço da nova maioria! 

O pretexto terá sido a recusa dos Democratas em proceder a uma auditoria ao auxílio militar e económico à Ucrânia, apesar dos mais de 100 biliões consignados para um dos países mais corruptos da Europa; e de ser do conhecimento geral que muitas armas acabam no mercado negro. Repito: a maioria Democrata rejeitou uma auditoria. Façam vocês o filme.

Zelensky foi de mão estendida pedir tanques, aviões, artilharia. No fundo foi pedir um novo exército, na esteira do que o seu  Comandante-em-chefe já tinha pedinchado dias antes. Só não saiu de mãos a abanar porque lhe deram um único(!) e medíocre sistema Patriot para proteger os céus dum país 4 vezes maior que Portugal... Brian Barletic esmiuça aqui  a exiguidade de meios que foram proporcionados. Mas a festa foi feita e 45 biliões irão fazer o seu caminho... mas talvez não até à frente da batalha!

Tal como já explicámos, a NATO está em sérias dificuldades para suprir a Ucrânia de tudo aquilo que precisa e que já foi destruído e consumido no teatro de operações. Não quiseram mandar as indústrias para a China? Agora olha... c@g€m criptomoedas

Refugiados... na Rússia!

De acordo com as Nações Unidas haverá mais de 7 milhões e 700 mil ucranianos refugiados. Destes, mais 2 milhões e 800 mil escolheram a Rússia como local de refúgio!

Cerca de 37% dos refugiados... fugiram para a Rússia. Naturalmente, os média ocidentais ergueram um muro de silêncio sobre este gritante facto. Porquê?

Porque desconstrói duas importantes narrativas da propaganda do imperialismo ocidental:

1) a narrativa do genocídio do povo ucraniano às mãos das tropas russas. Não duvidamos que o exército russo cometa crimes de guerra como infelizmente qualquer exército, incluindo o ucraniano. Mas é evidente que não há uma política sistemática de extermínio dos ucranianos. Se assim fosse como é que quase 3 milhões se tinham ido refugiar na Rússia? 

2) a narrativa dum"único" povo ucraniano, isto é, a narrativa de apresentar o país Ucrânia sem levar em conta a sua profunda diversidade linguística, cultural e histórica. Sempre foi estatisticamente evidente que existe uma importante minoria russófona, população que foi tornada num alvo a abater pelos nacionalistas extremistas que chegaram ao poder em 2014, através dum golpe de estado apoiado pelos Estados Unidos. Essa população (cerca de um terço) procura agora refúgio na Rússia. Simples.

Mas se os média introduzissem estes elementos no discurso... como poderiam apresentar a guerra como a luta do "bem" contra o "mal", dos "puros" contra os "orcs"? Deixariam de fazer propaganda, para passar a exercer jornalismo. Mas não é para isso que são pagos.

Naturalmente, se criticamos o nacionalismo ucraniano, não podemos ser complacentes com o nacionalismo russo. O nacionalismo é um veneno que a classe dominante utiliza para dividir os trabalhadores e melhor os poder explorar. Seja a classe dominante da Ucrânia, da Rússia... ou até de Portugal.


Foto de Lyudmila Pavlichenko: franco-atiradora, comunista e heroína soviética de origem ucraniana. Estão-lhe acreditados mais de 300 nazis abatidos durante a 2* guerra mundial

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Estados Unidos ajudam-se à custa da Ucrânia


Joe Biden tinha pedido 37 biliões de dólares para a "Ucrânia", mas o Congresso resolveu acrescentar outros 8 biliões: 45 sempre é um número mais redondo.

O norte-americano The Hill já analisou os ingredientes deste bolo e a receita é um amargo de boca para o povo ucraniano.

Destes 45 biliões, serão logo retirados à cabeça 11,9 biliões para pagar as armas e munições que têm sido enviadas desde o início da invasão russa. Ou seja: o governo americano envia material antigo e, passando a fatura à Ucrânia, paga ao complexo militar industrial para produzir brand new and shining.

Outros 6,8 milhões servirão para financiar a presença americana na Europa, cujas tropas protegem (pausa para rir) a Ucrânia a partir da Polónia, Alemanha ou Roménia.

O auxílio aos refugiados ucranianos que se estabeleçam nos Estados Unidos também está contemplado: serão 2,4 biliões. Generoso? Sem dúvida: a conta depois segue para kiev!

9 biliões terão como destino o treino, o equipamento e o fornecimento de "serviços de inteligência" à Ucrânia. Quem irá treinar, equipar e recolher informações para o exército ucranianos? Pois!

13,37 biliões serão remetidos sob a forma de "auxílio económico" ao governo ucraniano, que doutra forma nem dinheiro teria para pagar salários, pensões ou quaisquer serviços mínimos prestados pelo Estado. Nesta fatia espreitam excelentes oportunidades de negócios não apenas para empresas americanas que operem na Ucrânia, mas também para os políticos de um dos países mais corruptos da Europa.

As oportunidade de negócio não acabam aqui: há 126 milhões para "responder à ameaça nuclear". E também 2,47 biliões (cerca de 5% do total) para a ajuda humanitária.

Tudo isto terá um dia de ser pago pelos ucranianos... se ainda houver Ucrânia! O que coloca a questão: e se a Ucrânia sair tão destruída deste conflito e não conseguir pagar todo este generoso Lend-Lease? Fácil: avança-se com um perdão de dívida a troco da privatização e venda dos bens, recursos e mercados do país, a bem das grandes corporações, e cobra-se a fatura ao contribuinte americano.

O mundo está a ficar perigoso

 


Ontem Zelensky conseguiu mais 45 biliões de dólares para financiar a guerra, isto é: o complexo militar industrial americano. 

A Polónia irá mobilizar 200 mil reservistas para exercícios militares em 2023. Será que pretende envolver-se na Ucrânia?

A Bielorrússia estreita os laços económicos, políticos e militares com a Federação Russa e poderá vir a ter, em breve, armas nucleares estacionadas no seu território.

A Rússia já anunciou o aumento dos seus gastos e efectivos militares para os próximos anos. Mas os Estados Unidos não se ficam atrás: 8% de aumento do Orçamento de Defesa 

Na Europa, para além dos arsenais do Reino Unido e da França, existem ainda 150 bombas nucleares  made in USA que podem ser instaladas em bombardeiros  estacionados em bases da Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália e Turquia. 

Entretanto, e do outro lado do mundo, continuam as vendas de armamento americano a Taiwan, não vá a guerra da Ucrânia acabar um destes dias...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

A visita de Zelensky aos Estados Unidos

 


Numa altura em que os Democratas perderam a maioria da Câmara dos Representantes e que as dificuldades se acumulam para os povos dos Estados Unidos e da União Europeia, nada como uma boa encenação de propaganda para calar as vozes dissonantes  no campo republicano e conseguir (sem ondas) a aprovação e a futura aplicação de um novo pacote de "ajuda" a rondar os 44 biliões de dólares.

Já tratámos da natureza da "ajuda" aqui. Uma bateria de Patriots terão um impacto risível no teatro de operações. Mas o "show must go on" e o dinheiro tem de continuar a circular: dos bolsos dos trabalhadores americanos para as offshores do complexo militar-industrial.



Bakhmut: o picador da carne pra canhão

Bakhmut tornou-se no epicentro da batalha pelo Donbass. Os combates duram desde Agosto, mas só mais recentemente começou a merecer a atenção dos média, que sinistramente começaram a falar no "picador de carne". 

Uma vez mais,  e como sempre nesta guerra, a comunicação social meteu na gaveta qualquer semelhança com o jornalismo e limita-se a debitar os talking points do Estado-maior ucraniano. Fazendo fé nos relatos dos média, os russos estão a sofrer pesadas baixas para tentar conquistar em sucessivas vagas de assaltos frontais, uma cidade que no Ocidente todos afirmam ser sem "importância estratégica".

Não temos como apurar as "pesadas baixas", mas talvez a presidente da Comissão Europeia esteja em melhor posição para poder avançar com um número

De qualquer modo, se os russos dispõem de superioridade no campo da artilharia (como até fontes ucranianas são obrigadas a reconhecer...) porque se lançariam as tropas russas em "ataques frontais" contra as trincheiras ucranianas, incorrendo em pesadas baixas? Os mesmos russos que se retiraram de Kherson para evitar a possibilidade de ficarem com um exército isolado nas margens direitas do Dniepre, pelos vistos sacrificam agora esse mesmo exército para tomar uma cidade sem "importância estratégica"... 

Estranho, confuso, bizarro?  Por esta altura já nos deveríamos  ter habituado à incompetência genética e à irracionalidade alcoolizada dos russos que bombardeiam as suas as centrais nucleares e os seus gasodutos -de acordo com a caricatura da imprensa.

Independentemente de morrerem mais russos ou mais ucranianos, o facto permanece: jovens (e menos jovens) continuam a morrer numa guerra que poderia ter sido evitada, não fosse a voragem dos poderes imperialistas que disputam o saque da Ucrânia! 

Quanto à ausência de "importância estratégica", vejamos por este prisma: Zelesnky primeiro foi (foi?) a Bakhmut entregar medalhas e a seguir viajou aos Estados Unidos para receber ordens e pedir mais dinheiro. E mais armas.

Deixamos-vos com o último episódio do New Atlas. Não temos forma de saber o grau de assertividade das análise proporcionadas por Brian Berletic, mas sempre são um ponto de vista alternativo ao consenso mediático da propaganda de guerra instituído.


Foi você que pediu uma sanção?

Ontem chegou uma conta!

No espaço dum ano,  os preços por unidade de consumo de luz e de gás subiram, respectivamente, 30 e 177%.


Leram  bem: o custo do Kwh do gás subiu 177%!

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

A verdade sobre a "ajuda" à Ucrânia


O Center for Strategic & International Studies é um daqueles think tanks que dissemina de modo "independente" os pontos de vista  do governo americano. A 18 de Novembro apresentou um estudo sobre a "ajuda" norte-americana enviada à Ucrânia. 

A "ajuda" total dos Estados Unidos, sob a forma dum lend-lease, que um dia terá de ser pago... está estimada até aqui em 68 biliões de dólares, estando na calha o envio de mais 37,7 biliões. Prevê-se que este último montante dure até 30 de Setembro de 2023 mas, de acordo com os atuais gastos e necessidades da guerra, irá chegar apenas até Maio quando (a não ser que a guerra termine) novo pacote de "ajuda" financeira terá de ser prestada.

Mais de metade do dinheiro providenciado  (os tais 68 biliões já remetidos) serve para suprir os gastos militares da guerra, mas não chega a sair dos Estados Unidos: 

a) 17 biliões estão destinados a compensar o Pentágono pelo envio de armas para a Ucrânia, bem como aos países da NATO que enviaram equipamento militar  e que será, no futuro, substituído por novas encomendas ao complexo militar-industrial americano...

b) 10,5 biliões servem para a Ucrânia comprar novas armas, preferencialmente aos Estados Unidos. Estas novas armas podem levar alguns anos a chegar ao teatro de operações, dados terem ainda de ser produzidas.

c) 9,6 biliões servem para financiar operações militares americanas, como deslocar milhares de tropas para a Roménia ou Polónia... de modo a proteger a Ucrânia [pausa para rir].

d) 1,2 biliões servirão para atividades diversas, ainda que marginalmente relacionadas com a Ucrânia.

Há ainda dinheiro destinado ao governo ucraniano para que este possa pagar salários e manter o Estado a funcionar, alguma ajuda humanitária e até dinheiro que será usado pelo próprio governo americano para fins não especificados...

A maior parte desta "ajuda" apenas chegará à Ucrânia a partir de 2023 em diante. 10 dos 68 biliões só serão gastos depois de 2026! Mas o importante é que o dinheiro circule: dos impostos dos contribuintes, para o complexo militar-industrial americano, com a fatura a ter de ser paga, um dia, no futuro, pelos ucranianos... se ainda houver Ucrânia! 

Quanto à "ajuda" não americana , calculava o Instituto Kiel  que esta ascendesse a 41,4 biliões. Entretanto, na semana passada, a União Europeia decidiu que os estados-membros teriam endividar-se para enviar adicionais 18 biliões (sob a forma de empréstimo...) à Ucrânia. 

De toda esta "ajuda", incluindo  a ajuda militar, sabe-se que boa parte é desviada para o mercado negro ou acaba no bolso dum militar ou político corrupto. Mas isso agora não interessa nada: o mais importante é que o dinheiro circule. E enquanto houver guerra o dinheiro há-de circular. E é por isso que "a Ucrânia é um esquema"!

Zelensky volta a pedir dinheiro

Uma semana após a União Europeia ter decidido que os Estados-membros se deverian endividar para destinar 18 biliões para a Ucrânia, Zelensky volta a pedir dinheiro, dado que na campanha "light up ukraine", espera não apenas o simbolismo de se apagarem as luzes no mundo, mas também arrecadar "pelo menos" 10 milhões de dólares. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

O Pai Natal foi mobilizado para a guerra

Depois de um deputado russo prometer o envio de mísseis a uma criança de kiev como prenda de Natal, chegou a vez de Zelensky anunciar que sabe de petizes que escreveram cartas ao Pai Natal pedindo sistemas de defesa anti-aérea, armamento diverso e a vitória do exército ucraniano.

A instrumentallização de crianças em conflitos militares não é de agora, mas o recrutamento do Pai Natal não deixa de ser uma novidade.

Ainda no outro dia o general Zaluzhnyi partilhou  com o mundo a sua carta a São 'biden" Nicolau : 300 tanques, 700 carros blindados e 500 howitzers (artilharia).

Basicamente, se lhe derem um terceiro exército (depois de lhe terem dado um segundo e um primeiro) ele garante que vence os russos.

E se não vencer? Ora, se não vencer  quem paga, quem se lixa e quem morre na trincheira é o mexilhão. 

"Ah e tal, mas foi o Putin quem invadiu, há um país invadido e há um país invasor"... pois há!

... E também há muita hipocrisia e muito lucro a ser contabilizado. Também há um país que em 2014 se tornou (finalmente!) num  Estado-cliente dos Estados Unidos após uma "revolução colorida".

Ora, se como diz o secretário-geral da  NATO, uma vitória da Rússia é uma derrota da NATO, why the hell tenho eu de ser uma cheerleader da maior organização terrorista mundial, cujos membros invadiram ou bombarderam nos últimos 25 anos o Sudão, a Somália, a Sérvia, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia ou a Síria? 

Felizmente que Zelensky é o adulto na sala, sem mommy issues. Dispensa os brinquedos e contenta-se com um envelope rechado.

Sanções custaram já 1 trilião de dólares à União Europeia

Não foi o Kremlin quem o sugeriu, mas foi a americana Bloomberg quem o afirmou!

A fatura (fatura de 2022 alone...) das sanções à Rússia que a UE decidiu aplicar já chegou: 1 trilião de dólares. 

Dado que artigo está detrás duma paywall, remetemos para o The Economist Times.

De modo a colmatar o aumento brutal dos preços de energia, a União Europeia tem subsidiado tanto empresas de energia como consumidores. Estas aspirinas terão a prazo 2 efeitos: aumento da inflação e do endividamento dos estados-membros. E não resolverá a crise energética da Europa!

A situação só não se tornou mais dramática porque, não obstante as grandiloquentes declarações, a União Europeia continua a comprar energia à Rússia após 9 (nove!) pacotes de sanções...

Talvez por isso, "alguém" terá decidido rebentar com os gasodutos Nord Stream: para evitar que, não obstante 9 pacotes de sanções, se pudesse ainda comprar gás aos russos. Quem foi esse "alguém"? Até hoje não se sabe [pausa para rir], mas é do conhecimento geral que outro alguém passou a vender muito mais gás à Europa. E muito mais caro! Cui bono? Isso agora não interessa nada.

Também alguém decidiu (à boleia do combate à inflação) aprovar medidas protecionistas que ameaçam a indústria europeia - aquela concorrência que passou a comprar energia por um valor muito mais caro...

Mas tudo isto ainda é só o princípio. O primeiro-ministro belga já nos pôs de sobreaviso para uma década de Invernos difíceis... Macron anunciou o fim "da era da abundância". E os abutres do FMI já alertaram  que para o ano ainda vai ser pior! 

Já agora, o trilião de dólares de custos reporta-se exclusivamente ao sector energético, nem sequer são incluídas nestas contas a fatura das sanções e boicotes aos fertilizantes, aos alimentos, às madeiras, aos minérios ou às balaclavas russas... 

E tudo isto como resultado das sanções impostas em resposta à invasão russa da Ucrânia. Agora imaginem que tinham sido os Estados Unidos a declarar guerra à Europa...?

domingo, 18 de dezembro de 2022

Zelensky desafia o duplo de Putin para um combate


Zelensky desafiou Putin para um combate mano a mano: " Anda, os dois num ringue amanhã... Se és homem" .  Zelensky suou e destilou  masculinidade tóxica, mas a Rita Ferro Rodrigues não se pronunciou. 

Ignoramos as skills de combate de Zelensky, mas talvez ele tenha uma chance contra Putin, dado que o presidente russo está ceguinho, teve uma embolia pulmonar, um ataque cardíaco e ainda padece de parkinson e vários cancros. Na verdade, parece que Putin já morreu e quem invadiu a Ucrânia foi um duplo. 

Quando o duplo do Putin soube que o Zelensky o tinha desafiado para um combate vale-tudo, caiu de quatro e borrou-se todo. Em exclusivo mundial, revelamos agora as imagens aqui!


sábado, 17 de dezembro de 2022

A Ucrânia admite a possibilidade de derrota

 Numa longa e sombria entrevista ao The Economist, Valery Zaluzhniy, Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Ucranianas, traçou um quadro sombrio da situação militar. Infelizmente a entrevista está sob uma paywall, mas ficam os principais destaques:

"Parece que estamos por um fio [sobre a destruição eminente da rede eléctrica]. Quando as mulheres e filhos dos soldados começarem a gelar com que moral ficarão os soldados? Sem água, luz ou aquecimento, podermos falar em preparar reservas para continuar a lutar?

A mobilização russa funcionou. Um czar disse-lhes para irem para a guerra e eles vão para a guerra. O inimigo não deve ser subestimado. Eles não estão fracos e têm um grande potencial de reservas humanas. 

Eles estão-se a preparar a 100%. Um grande ataque russo poderá vir em Fevereiro, na melhor hipótese em Março, no pior cenário em Janeiro. 

Não tenho nenhuma dúvida que atacarao Kiev uma vez mais. 

Com os actuais recursos eu não posso conduzir novas grandes operações." 


A extensa entrevista tem os talking points da propaganda do costume e a habitual lista de pedidos ao Pai Natal: more money & more gunsContudo... a mais surpreendente confissão chega no fim:

"Ainda não é o tempo para apelar aos soldados ucranianos do modo como Mannerhreim o fez aos soldados finlandeses. "

Mannerhreim foi o chefe militar finlandês durante a guerra fino-soviética e a 14 de Março de 1940 pronunciou o discurso de rendição aos soldados, explicando que, apesar do seu heroísmo, a Finlândia não tinha recebido o auxílio externo necessário e não possuía assim os meios para combater uma" grande potencia". 

Talvez esta confissão seja apenas um estrategema para tentar sacar mais dinheiro e mais armas aos tutores ocidentais do regime de Kiev. Talvez... 

Mas a subtileza desta última declaração, em contraste com a crua e direta fanfarronice do tradicional discurso  dos dirigentes ucranianos, mais reforça a ideia de que, longe de ser um expediente, estas palavras verdadeiramente significam a primeira admissão que a Ucrânia pode perder a guerra!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

A Rússia está a ficar sem mísseis

Hoje ocorreu um novo e devastador ataque de mísseis russos sobre a rede elétrica e outras infraestruturas ucranianas. De acordo com todos os comentadores, comendadores e contentores de opinadores e papagaios da imprensa, parece que os russos estão a ficar sem mísseis.

A PSYOP continua: convencer a população que a vitória está ao virar da esquina, para melhor perpetuar a guerra. 


Russia Running Out of Precision Munitions in Ukraine war- pentagon Official
US News, 24 de Março

Russia running shor of precision missiles, say western officials
Financial Times, 29 de Abril

Putin "running out of missiles
City A.M., 6 de Maio

Russia runnig out of precison weapons
Uk Defence Journal, 11 de Junho

Vladimir Putin running short of missiles as russian forces turn to old weaponry stock
Daily Mirror, 8 de Julho

Russia Has Run out of long-Range Missiles to Terrorize Ukraine
1945, 20 de Agosto

Russia Resorting to out of Date Missiles as Weapon Ttocks Run Low: Ukraine
Newsweek, 4 de Setembro

Russia is running short of long-range missiles, say Western officials
Politico, 18 de Outubro

Watch: Russia may be running out of missiles to use against Ukraine’s infrastructure - Euronews, 9 de Novembro

Russia Is Running Out of Missiles, Ukraine Security Chief Says
 Bloomberg, 15 de Dezembro Politico, 18 de Outubro

Ucranianos descartáveis

2985 refugiados ucranianos, incluindo famílias com crianças, que procuraram asilo e proteção no Reino Unido, estão agora registados como sem-abrigo, embora o número possa ser ainda mais alto, dado que muitos concelhos não enviaram informação para os serviços centrais do governo britânico.

No início da guerra, o governo propôs o pagamento mensal de 350 libras (429 euros) a quem alojasse indivíduos, casais, famílias ucranianas, fosse na sua residência ou numa segunda moradia. Ao terminar o período mínimo de 6 meses, muitos britânicos resolveram desistir do programa de acolhimento dada a explosão de preços de energia e alimentação na Grã-Bretanha. Para quem não sabe, o Reino Unido enfrenta a maior queda dos níveis de vida, desde que há registos estatísticos! ... Foi você que pediu uma sanção?

No último mês o número de ucranianos refugiados sem-abrigo cresceu quase 30% e há receios que possa haver uma explosão de despejos nas próximas semanas, à medida que o limite dos 6 meses dos programas de acolhimento terminam e as famílias britânicas se veem impossibilitadas de continuar a acolher ucranianos, dado o aumento brutal no custo de vida e a exiguidade de apoios governamentais. Propostas para aumentar os pagamentos às famílias de acolhimento foram prontamente rejeitadas pelo governo conservador do milionário Rishi Sunak.

O Reino Unido é o 2º maior doador de ajuda militar à Ucrânia, com 2,3 biliões de libras despendidos em 2022 e, outros 2,3 biliões já prometidos para 2023 - ainda que o agudizar da crise económica possa vir a reduzir tanta "generosidade"!

SIC TRANSIT GLORIA MUNDI

Biliões de libras gastas com os abutres dos construtores militares, sustentando uma guerra que tem causado um terrível grau de destruição e carnificina, provocando uma vaga de milhões de refugiados, mas quando se trata de proporcionar ajuda humanitária às vítimas concretas da guerra... não há dinheiro, não há meios, não há condições.

Mas se o governo Tory do milionário Rishi Sunak não quer ajudar o próprio povo britânico, como haveria de auxiliar os ucranianos que são a carne para canhão que cinicamente o imperialismo ocidental usa  na sua guerra por procuração contra a Rússia? Não é evidente que os imperialistas não querem saber do povo ucraniano para nada? Não é evidente que apenas desejam apodera-se dos recursos e das riquezas da Ucrânia, nem que para isso tenham de lutar até ao último ucraniano?

A Ucrânia é um esquema!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Desmilitarização... da NATO?

Lembram-se quando nos idos de Março os media ocidentais começaram a anunciar que os russos estavam à beira de esgotar as munições? Num artigo épico, o The Guardian avançava com uma deadline: três dias. Em três dias os russos ficariam sem comida, munições e combustível!

Desde então e periodicamente somos "informados" que em breve os russos deixarão de ter bombas, mísseis, munições, tanques, aviões, metralhadoras, soldados. O objetivo desta PSYOP (na qual participam alegre e acriticamente os órgão de comunicação social) é óbvia: convencer a opinião pública da Europa e dos Estados Unidos que é preciso apenas mais alguns sacrifícios, basta enviarmos mais meia-dúzia de Himars e outras dezenas biliões de euros para a Ucrânia, que a vitória estará ao virar da esquina. 

Mas que outra coisa poderiam dizer?  Que após 10 meses de guerra, não há um fim à vista? Que esta é uma "guerra de atrito" que pode durar anos? Acaso poderiam dizer a verdade? That would be the day!

E, contudo, à medida que o conflito se arrasta e o Ocidente (em larga escala auto-desindustrializado nas últimas décadas) se vê atolado numa guerra de atrição, para a qual não estava preparado, as notícias começam a emergir aqui e acolá! Talvez para nos "preparar" para novos sacrifícios?

Politico, 5 de setembro

CNBC, 28 de Setembro


CNN, 17 de Novembro

New York Times, 29 de Novembro

Estaremos, então, à beira desmilitarização da NATO?  Nem tanto... 

É certo que certos itens (como obuses de artilharia, munições para himars, javelins, stinguer, obuses de 155 mm) estão a desaparecer rapidamente dos paióis da NATO, mas por outro lado, os "aliados" da Ucrânia têm, sobretudo, enviado o material mais antigo, que ganhava pó nos depósitos militares: vejam-se estes "magníficos" morteiros enviados pela Itália e cujo sistema óptico e de mira datam de 1947!

Seja quem for que primeiro fique desmilitarizado, seja a Rússia ou a Nato, duas coisas são certas: a desmilitarização será feita à custa da contínua destruição e mortandade na Ucrânia e serão os trabalhadores a ser chamados, com os seus impostos e com os seus sacrifícios a rearmar os países da NATO e a Rússia. Porque nem "nós, nem "eles" podemos ficar desarmados, pois não? 

Como o Kansas costuma dizer: "A Ucrânia é um esquema"!

Novo acto de vassalagem do governo alemão

O governo alemão continua a dar provas da sua vassalagem  aos superiores interesses dos Estados Unidos.

1) Deixou-se arrastar para um conflito com a Rússia, um parceiro económico fundamental

2) Aplicou 9 pacotes de sanções que têm prejudicado a sua economia

3) Tem sido esmifrado pelo "amigo americano" no mercado de energia

4) Assistiu à sabotagem dos gasodutos mais importantes no abastecimento do país por "alguém"

5) A indústria alemã irá ainda enfrentar o protecicionismo e a concorrência desleal  dos americanos devido ao Inflation Reduction Act


Agora, em novo ato de subserviência, o governo alemão irá estoirar 10 biliões de euros na aquisição de 35 caças F35 aos Estados Unidos, ignorando os construtores militares europeus e pondo em xeque o projeto de desenvolver um caça franco-alemão nos próximos anos. 

10 Biliões dum pacote de 100 biliões anunciado há meses. Enquanto a alta de preços afeta milhões de famílias europeias, os grandes fabricantes de armas  (sobretudo americanos) lucram desalmadamente. 

A Ucrânia é um esquema! 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

As perseguições políticas continuam na Ucrânia

 


A SBU- a polícia política do regime de Zelensky conduziu rusgas e apreensões nas sedes do Partido Comunista da Ucrânia e do Partido das Regiões (ambos banidos e proibidos de exercer atividade política) em várias cidades. 

Nas sedes comunistas encontraram um cartaz contra a NATO e perigosas Fitas de São Jorge. Numa sede do Partido das Regiões parece que apanharam uma espingarda - isto num país onde milícias nazis, armadas até aos dentes, actuam na total impunidade. 

Há 15 dias atrás a mesma SBU já tinha invadido várias igrejas e mosteiros. Alguns padres foram presos. O "pretexto" é sempre o mesmo: "ligações à Rússia", mesmo quando os religiosos presos ou os partidos banidos publicamente denunciaram a invasão russa.

A repressão de toda a oposição e dissidência ao regime de Zelensky numa altura em que o colapso económico e social se acelera, traz ainda um bónus: apreensão de bens às vítimas dos esbirros da SBU. Num dos países mais corruptos do mundo façam vocês o filme!

Mísseis Patriot na Ucrânia: que significam?

De acordo com vários média ocidentais, a última Wunderwaffen está desde já prometida à Ucrânia.

Pergunta para Bingo:

Se a Ucrânia consegue abater a maioria dos mísseis russos, porque é que insiste em receber um sistema de defesa antiaérea que lhe tem sido recusado e que exigiria um prévio treino, durante meses, para que os seus militares pudessem operar um sistema ,ao fim e ao cabo redundante, tal a propagandeada taxa de sucesso atual?

Pergunta naif:

Se o sistema Patriot leva meses de treino para ser operado, como pode ser entregue à Ucrânia dentro de dias? Será que militares ucranianos foram treinados em segredo durante meses? Ou será que os sistemas serão utlizados por "voluntários" (aka mercenários) que se "demitiram " há 2 dias atrás dos contratos que tinham com as forças armadas duma Polónia ou duma Roménia qualquer?

Pergunta indiscreta:

Porquê agora e não antes? Talvez pela performance absolutamente medíocre deste sistema de defesa antiaérea, tal como demonstrado no passado recente? Reparem que se a guerra é um business, convém não arruinar a reputação das "armas milagrosas" e dos "game changers" do complexo militar-industrial americano, não se dê o caso de potenciais compradores... perceberem que irão comprar gato por lebre! Mas parece que, apesar de serem abatidos 99,99% dos mísseis russos... Medidas desesperadas precisam-se! 

Pergunta contabilística:

Valerá a pena? Tudo vale a pena se a bolsa não é pequena. Cada bateria de mísseis patriot pode custar até 1 bilião de dólares: leram bem 1 + 000 000 000 (1 + 9 zeros= 1 bilião)! Já os drones suicidas que os russos usam (e nada nos diz que não possam destruir uma bateria patriot) , custam 10 mil dólares cada. Portanto... façam as contas!

Deixo-vos com este vídeo do "New Atlas" onde tudo isto é analisado à lupa: O "New Atlas" é um canal youtube que recomendamos, produzido por Brian Berletic. Este ex marine americano é exemplar no esmiuçar das questões logísticas em torno desta guerra. Na verdade... Brian é aquilo que o Nuno Rogério gostaria de ser se tivesse os conhecimentos e a integridade moral para tal!


terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Uma idea luminosa para ganhar dinheiro!

Os ataques russos à rede energética ucraniana ameaçam um blackout total no país. Estamos na iminência duma crise humanitária e milhões de refugiados poderão somar-se aos ucranianos que, nos primeiros meses da guerra, procuraram asilo no Ocidente. 

Que faz a União Europeia? Vai comprar 30 milhões de lâmpadas LED para oferecer a Zelensky. Presume-se que toque em sorte uma lâmpada a cada ucraniano (isto porque muitos já fugiram) num país sem rede eléctrica, sem meios para proteger a população civil, sem autorização superior e/ou vontade para negociações de paz

Parece uma piada, mas é uma tragédia. Só não se revela ridículo porque a guerra provoca um sofrimento indescritível a milhões, mas alguém teve uma ideia luminosa e vai ganhar muito dinheiro a vender gelo aos esquimós.

A Ucrânia não é um "ideal". A Ucrânia é um esquema.