Se quisessem a paz não exigiam a intervenção da organização militar "defensiva" que, já depois do fim da guerra fria, bombardeou durante 80 dias a Sérvia sem dó nem piedade, invadiu e ocupou o Afeganistão durante 20 anos ou reduziu a Líbia a escombros - até hoje!
Se quisessem a paz, não rogavam àqueles que podiam ter evitado esta guerra, mas quiseram-na e preparam-na, servindo-se agora do povo ucraniano como carne para canhão, enquanto lucram obscenamente com o conflito.
Se pedissem a paz não exigiam à NATO que "encerrasse o espaço aéreo" da Ucrânia ou que interviesse com militares no terreno, conduzindo a um enfrentamemto direto entre tropas americanas e russas - a antecâmara do holocausto nuclear.
A suserania sobre o Donbass ou a Crimeia não vale mais que a vida de todos nós que vivemos no planeta Terra. E nem sequer é certo que a maioria da população dessas regiões queira continuar na Ucrânia... Na verdade, é até duvidoso que valham sequer o preço que o povo ucraniano está e ainda terá de pagar por esta guerra que o seu (des)governo não quis evitar. Pelo contrário: no fim desta guerra, qualquer que seja o seu desenlace, a Ucrânia estará nas mãos, não do seu povo, mas nos bolsos dos seus credores, financiadores, patronos e "aliados".
Desde pedir a intervenção directa da NATO, até mentir sobre o míssil que caiu na Polónia, passando por sugerir um ataque ao Irão, o regime de Zelensky tem sistematicamente procurado a escalada e o alastramento da guerra actual. E é o que querem estas duas dúzias de manifestantes.
PS: por muito trágica que seja (e é!) esta guerra, por muitas vítimas inocentes que provoque (e provoca!) não há um genocídio a acontecer na Ucrânia. "Genocídio" foi o que os seguidores de Bandera (herói nacional da Ucrânia) perpetraram sobre os polacos.
















